Publicado em 22/11/2017 12h27

Marun será novo ministro da Secretaria de Governo

Integrante da 'tropa de choque' do presidente, parlamentar do PMDB assumirá vaga de Antonio Imbassahy na articulação política. Mudança adiou horário da posse do ministro das Cidades.

G1

Carlos Marun assumirá a Secretaria de Governo em solenidade no Planalto nesta quarta-feira (22) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Carlos Marun assumirá a Secretaria de Governo em solenidade no Planalto nesta quarta-feira (22) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Pressionado pelo "Centrão" e pelo PMDB para mudar o articulador político do Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer decidiu nesta quarta-feira (22) nomear o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para o comando da Secretaria de Governo em substituição ao tucano Antonio Imbassahy (BA).

Deputado federal de primeiro mandato, Marun é um dos mais ferrenhos integrantes da "tropa de choque" do presidente da República. Para assumir a vaga no primeiro escalão, o peemedebista se comprometeu com Temer em não disputar a reeleição para deputado federal no ano que vem.

A mudança de última hora na articulação política do governo fez com que o Planalto adiasse em uma hora e meia a cerimônia de posse do novo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que estava programada para as 15h30. Para aproveitar a solenidade e dar posse simultaneamente a Baldy e Marun, o cerimonial do palácio transferiu a cerimônia para as 17h.

A saída de Imbassahy da pasta responsável pela articulação política do governo é mais um movimento do tabuleiro político de Temer para tentar aprovar a reforma da Previdência Social. Deputados do PMDB e do "Centrão" exigiam a demissão do ministro tucano para ajudar o governo a aprovar as mudanças nas regras previdenciárias.

O futuro de Imbassahy ainda está indefinido. Ao longo da semana, cogitou-se dentro do Planalto que o tucano poderia ser deslocado para outra pasta, como a dos Direitos Humanos, que atualmente é comandada por outra indicada do PSDB: a ministra Luislinda Valois.

Jantar com aliados

Na ofensiva política para tentar aprovar a reforma da Previdência, além de fazer mudanças pontuais em seu primeiro escalão, o presidente da República oferecerá nesta quarta-feira um jantar a integrantes da base aliada para tentar convencer os deputados de sua base aliada a aprovarem a proposta ainda neste ano.

O Palácio do Planalto ainda não dispõe dos 308 votos necessários para atingir aprovar a reforma no plenário da Câmara. Para mudar a Constituição, o texto terá que passar por duas votações na Câmara e outras duas no Senado.

Segundo o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz, assessores do presidente relataram que o jantar desta noite faz parte da última cartada do governo para garantir a aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria. O jantar, na avaliação da equipe presidencial, será o termômetro para medir as reais chances de aprovar a medida ainda neste ano.

A estratégia inclui a reorganização da base aliada – com a retirada do Ministério das Cidades e da Secretaria de Governo da cota do PSDB, partido que está rachado em torno de uma ala que defende a permanência no governo e outra que quer o desembarque imediato.

O Blog da Andréia Sadi informou que Temer chamou nesta quarta o presidente licenciado do PSDB, senador Aécio Neves (MG), para uma reunião no Palácio do Jaburu.

Outro integrante da "tropa de choque" do presidente, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS), também passou pela residência oficial nesta manhã. O Blog apurou que Perondi defendeu na conversa a nomeação de Marun para a Secretaria de Governo.

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