Publicado em 12/09/2017 07h21

Ossadas do Veraneio são identificadas por DNA

Mortes são atribuídas a grupo de extermínio com atuação no Danúbio Azul

Correio do Estado

As buscas pelos corpos de desaparecidos foram realizadas em novembro do ano passado As buscas pelos corpos de desaparecidos foram realizadas em novembro do ano passado

Com nove meses de atraso, o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande entregou à Polícia Civil os resultados dos exames de DNA de sete das 14 vítimas do grupo de extermínio liderado por Luiz Alves Martins Filho, 50 anos, no Danúbio Azul.

Os corpos estavam enterrados em um cemitério clandestino no Jardim Veraneio, de onde foram recolhidas ossadas para análise.

De acordo com as informações, estão formalmente identificados Lessandro Valdonado de Souza, 12 anos, Ana Cláudia Marques, 37, Alex da Silva dos Santos, 18, Jhenifer Lima da Silva, 13, Bruno Santos da Silva, 18, Jenifer Luana Lopes, 16, e Daniel Gomes de Souza Carvalho, 17.

A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes de Homicídio (DEH), responsável pelas investigações, ainda não havia relatado todos os inquéritos relacionados ao caso à Justiça, porque, apesar dos indícios sobre a identificação das vítimas, ainda faltava a indicação oficial de que as ossadas eram realmente de pessoas desaparecidas que se suspeitava que estavam mortas.

Sádico com fixação em orgias e contemplação das covas, Nando coordenava esquema de tráfico de drogas que fomentava o consumo e outros delitos correlatos no bairro.

Trocando entorpecente por sexo, abusava de adolescentes que faziam qualquer coisa para alimentar o vício. Por isso, os convidava para encontros sexuais e trocas de casais com Ariane de Souza Gonçalves, 19, e Talita Regina de Souza, 24, assim como com Jean Marlon Dias Domingues, 20, e Wagner Vieira Garcia, 24, sendo estes amantes homossexuais de Nando.

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