Publicado em 13/03/2018 07h40

Secretaria de Segurança Pública declara vacância do cargo do investigador executado por fuzil

Wescley Vasconcelos foi assassinado na tarde de 6 de março a 300 metro de onde morava em Ponta Porã, por 30 tiros de fuzil.

G1 MS

Policial foi executado com 30 tiros perto de casa em Ponta Porã (Foto: Polícia Civil/Divulgação) Policial foi executado com 30 tiros perto de casa em Ponta Porã (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O secretário-adjunto Esli Ricardo de Lina, da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), publicou resolução que declara a vacância do cargo efetivo de agente de Polícia Judiciária, do investigador Wescley Vasconcelos, 37 anos, assassinado há uma semana com 30 tiros de fuzil, em Ponta Porã.

A resolução assinada em 9 de março foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (13). O corpo foi sepultado em Brasília, onde a família do policial reside.

A investigação está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH). Wescley era investigador de polícia e morreu em uma emboscada a poucos metros da casa dele, que fica bem perto da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã. Ele saiu do trabalho de carro junto com uma estagiária e a caminho de casa foi baleado.

A estagiária foi atingida por tiro de raspão e encaminhada para o Hospital Regional de Ponta Porã. O carro em que ela e Wescley estavam ficou com marcas de tiros de fuzil Ak-47, que é de fabricação russa.

De acordo com a Polícia Civil, isso demonstra o alto grau de profissionalismo dos criminosos, porque houve grande quantidade de disparos e praticamente só acertaram o policial, que era o alvo.

Investigação

Uma denúncia levou uma equipe da polícia até a rua Tamareira, em Ponta Porã. O local foi monitorado e quando os policiais ouviram gritos: "pega a arma, pega a arma", invadiram o local e deram ordem a três pessoas.

Duas delas acataram, mas um homem de 27 anos revidou e foi ferido. O suspeito de 23 anos foi preso e atacou a escolta, ao pegar uma arma e atirar a esmo três vezes. Mais uma vez, ele foi ferido e levado ao hospital, onde morreu durante a madrugada de sábado (10).

O outro ferido durante confronto com policiais e flagrado com armas de uso restrito, morreu na madrugada desta segunda-feira (12). A investigação não descarta a ligação dos jovens com a execução do investigador Wescley.

De acordo com a polícia, o homem de 27 anos tinha antecedentes por furto qualificado, estelionato e porte ilegal de arma de fogo. O de 23 anos tinha ficha criminal pelos crimes de violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.

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