Paralização
Publicado em 11/03/2018 06h39

Trabalhadores dos Correios em MS entram em greve

Alvo do protesto são mudanças no plano de saúde de 106 mil servidores ativos, 30 mil inativos e seus dependentes, que será julgado nesta segunda (12) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Da redação

Os trabalhadores dos Correios em Mato Grosso do Sul, estão previstos para aderirem a paralisação nacional, por tempo indeterminado, a partir das 22 horas de domingo (11), de acordo com Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares (Sintect-MS).

O principal motivo da paralisação é que na segunda-feira (12), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai julgar o pagamento do plano de saúde dos funcionários da estatal. Os Correios querem alterar a fórmula de custeio do convênio dos 106 mil servidores ativos, 30 mil inativos e seus dependentes.

Atualmente, não há pagamento de mensalidade e a coparticipação do beneficiário é de 7% do valor das consultas. Porém, a estatal quer bancar 100% do plano dos servidores e retirar pais, filhos e cônjuges do convênio. De acordo com a empresa, os gastos com o benefício cairiam de R$ 1,8 bilhão por ano para R$ 700 milhões. Ao todo, 390 mil pessoas são beneficiadas com o plano de saúde pago pela estatal.

No começo do ano, em umas das negociações entre servidores e a empresa, o ministro do TST, Manoel Pereira, propôs que os Correios cobrissem 75% dos custos com o plano, e os funcionários, os outros 25%, além de retirar pais e mães da lista de dependentes. O sindicato não aceitou a oferta.

Na avaliação da presidente do Sintect-MS, Elaine Regina de Souza Oliveira, a retirada do benefício é um retrocesso, visto que foi validade em 1989.

"As mudanças serão votadas no dia 12 de março, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), e somos veementemente contra. A empresa quer descontar o percentual do plano sobre o ganho bruto dos trabalhadores e retirar a possibilidade de incluírem pai e mãe idosos no benefício", detalha.

Outra preocupação sinalizada pela dirigente sindical é o fechamento de algumas agências definido em reunião no final de fevereiro, mas que não ainda não foram divulgadas.

"Anteriormente, com apoio de parlamentares, conseguimos impedir o fechamento de unidades localizadas em dois distritos: Anhanduí e Casa Verde. No entanto, não sabemos quais localidades serão afetadas com a última decisão da empresa, e não temos dúvidas que prejudicará ainda mais a prestação de serviços", argumenta.

Elaine Regina informou ainda que os funcionários devem se reunir na segunda-feira (12), a partir das 7h, em frente ao prédio dos Correios, localizado na Avenida Ernesto Geisel, esquina com Rua Barão do Rio Branco.

Os Correios, em nota, disseram que aguardam a decisão do tribunal para tomar as medidas necessárias após terem tentado exaustivamente um acordo com os representantes. A empresa alega que não consegue mais sustentar as condições do plano de saúde.

Veja na íntegra a nota:

A greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

*Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde, principal pauta da paralisação anunciada para a próxima segunda-feira (12) pelos trabalhadores, foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho. *

Após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST.

A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos".

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