DPCA em CG (Foto: Divulgação/DEPCA MS)

A noticia em mais uma ‘loucura’ de fato de violência contra crianças, quase bebes, também pode ter ocorrido em Campo Grande, como a ocorrência em São Paulo, que virou manchete nacional com professora colocando criança em espécie de ‘camisa de força’. Aqui na Capital, a denuncia é ainda pior, como “professora”, que pode ter abusado de até já cinco crianças, que pais já denunciaram o crime na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). A polícia já investiga denúncias de abusos físicos e sexuais contra uma professora da Mon Petit, escola de Educação Infantil localizada no Bairro Santa Fé, em Campo Grande.

O caso, que pode estar ocorrendo a dois anos, veio a tona na tarde desta quinta-feira (12) e após a polícia aparecer, o colégio afastou a então ‘educadora’, alegando que ficou sabendo das denúncias de pais contra uma de suas funcionárias, somente nesta segunda-feira, dia 9. Veja abaixo, nota que a instituição divulgou ontem, datada pela direção, na quarta-feira (11).

A delegada Fernanda Mendes, titular da Depca, aponta que os pais de alunos procuraram a delegacia esta semana e ainda é muito cedo para dar detalhes sobre a investigação. Ela afirma que precisa ouvir mais pessoas – possíveis vítimas (através da escuta especial), funcionários, pais, mães, testemunhas. “É um caso muito sensível”, explicou.

A titular da Depca, e responsável pelo inquérito, informou ainda que já teve acesso às imagens das câmeras de segurança da sala onde a professora dava aula, mas que tem 15 dias de vídeos para analisar. A informações, não confirmadas, mas que situações e crimes contras as crianças podem ter acontecido entre 2020 e este ano. Contudo, só nesta quarta-feira (11), cinco B.Os (boletins de ocorrências) foram registrados na Depca, um para cada criança que teria sofrido violência dentro da escola.

Partes íntimas tocadas

Conforme registro policial, em um dos B.Os, a mãe de menino de 4 anos relata que certa vez, a criança revelou que a educadora havia pegado no seu “piu piu” e “no bumbum”. A denunciante narrou que desde 2020, vinha “tendo problemas com a professora”, que o filho reclamava de ir à escola e que gravou uma conversa com o garoto sobre o suposto abuso. A mulher se comprometeu a entregar o vídeo à polícia.

À policia, outra mãe, que foi à delegacia ontem, disse que a filha, de três anos, mencionou que a professora batia nela e em uma amiguinha. Relatou ainda que outro colega de sala, da mesma faixa etária, foi testemunha. Tanto o menino de quatro anos quanto a menina de três anos, foram ouvidos ontem pelo setor psicossocial da delegacia, mas quando perguntados sobre a suspeita, se retraíram e não falaram mais nada, conforme registrado nas denúncias.

A Depca informou ainda, que entre já ouvidos pelo caso, a diretora da escola já prestou depoimento. Ela esteve na Depca ontem pela manhã acompanhada de uma advogada.

NOTA – O que a escola diz?

Por meio de nota, a Escola Mon Petit informou que ficou sabendo das denúncias de pais contra uma de suas funcionárias na segunda-feira, dia 9 e confirmou que a professor foi afastada das funções. “Em que pese o momento de profunda consternação, em prol da integridade física e mental de seus alunos, bem como objetivando resguardar todos os envolvidos, sem juízo de valores, a escola informa que afastou essa colaboradora em questão de suas atividades curriculares e extracurriculares”, diz o texto.

A direção-geral do colégio acrescenta ainda que trata o caso como prioridade, “seguindo os protocolos legais com transparência, responsabilidade e ética, zelando pela dignidade das pessoas envolvidas, sob o cuidado de não causar constrangimento que desencadeia calúnia e difamação”.

Por fim, a escola informa que não tolera qualquer tipo de abuso contra os alunos e que tomou medidas para garantir a segurança de crianças. “A Mon Petit destaca que nenhum tipo de assédio, abuso ou importunação, de qualquer ordem, é tolerado e destaca que tem trabalhado para manter o ambiente de respeito, civilidade e harmonia que sempre ocorreu na escola, de modo que está colaborando com as autoridades competentes. Em caso de dúvidas, colocamo-nos à disposição para prestar esclarecimentos, presencialmente, na escola.”

Loucura: Pais denunciam que cinco crianças podem ter sido abusadas por professora de escola na Capital
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