PARALISAÇÃO NACIONAL

Educadores e Estudantes da UFMS vão às ruas em protesto contra cortes

Nesta quarta-feira (15) nem o tempo nublado impediu dos alunos da UFMS e entidades educacionais de se unirem à paralisação nacional contra o corte de verbas anunciado pelo atual Governo da República

 

15/05/2019 09h40
Por: Suelen Morales

 
Fotos: Alexandre Otone Fotos: Alexandre Otone

O governo de Jair Bolsonaro enfrenta hoje (15), a maior manifestação contra sua gestão. Durante esta quarta-feira, praticamente todas as instituições federais e entidades educacionais do Brasil organizaram protestos públicos e paralisação das aulas contra o corte de verbas anunciados pelo Ministério da Educação (Mec).

Os protestos são organizados principalmente pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), em defesa do direito à educação. A expectativa é que a mobilização também atinja também os pais, professores e alunos da rede particular.

"A educação é a porta de entrada da infância e da juventude para o futuro. O presidente Bolsonaro e o ministro da Educação Weintraub têm anunciado uma série de ataques à educação no Brasil. Já vinhamos e seguimos denunciando: Bolsonaro é inimigo da educação", diz um comunicado da UNE.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) vai perder cerca de 30 milhões, entre recursos para custeio e investimento, com o bloqueio de 30% dos recursos do orçamento previsto para 2019 anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

A pró-reitora de Planejamento, Orçamento e Finanças da instituição, Dulce Maria Tristão, explica que no custeio estão incluídas as despesas com o pagamento de água, energia elétrica, limpeza, manutenção e vigilância da instituição.

"Estamos discutindo, tendo reuniões diárias com os pró-reitores da instituição e avaliando onde poderá haver uma reorganização", afirma.

O prédio do MEC está cercado pelas forças armadas desde ontem (14), já a espera dos manifestantes. A Câmara dos Deputados convocou o atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, para explicar em audiência no plenário da Casa, o motivo para os cortes orçamentários na área da educação. A expectativa é que o ministro compareça ainda hoje ao Congresso.

Quando assumiu o posto no começo de abril, Weintraub congelou recursos tanto da educação básica quanto das universidades federais. Ao menos 2,4 bilhões de reais que estavam previstos para investimentos em programas da educação infantil ao ensino médio foram bloqueados.

O ministro também declarou o corte de 30% no orçamento de universidades federais que promovessem "balbúrdia" e que tivessem desempenho acadêmico abaixo do esperado.

Além disso, 3.474 bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foram suspensas.

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