Prisão por suborno em Três Lagoas envolve policial civil do Garras e ex-guarda municipal

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PF apreende mais de R$ 160 mil em espécie, durante pagamento para policial (Foto: Divulgação/PF)

Prisão ocorreu durante operação da Polícia Federal que investigava pagamento de propina

Dois homens foram presos na tarde desta sexta-feira (28) em Três Lagoas, a 327 km de Campo Grande, durante uma operação da Polícia Federal que investiga crimes de suborno e corrupção. Entre os detidos estão um policial civil lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e um ex-guarda municipal de Campo Grande.

De acordo com a PF, os presos foram flagrados com cerca de R$ 160 mil no momento em que o ex-guarda efetuava o pagamento de propina ao policial. A ação ocorreu após denúncia anônima de que uma mulher realizaria o saque de grande quantia em dinheiro para viabilizar o suborno, ligado a favorecimento em atividades ilícitas.

A investigação apontou que o ex-guarda possuía histórico de envolvimento com contrabando e descaminho, crimes pelos quais já vinha sendo investigado. Durante a abordagem, a polícia acompanhava a movimentação do dinheiro, o que culminou na prisão dos dois. Eles devem responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Antes de integrar o Garras, o policial civil atuou como investigador do GOI (Grupo de Operações e Investigações).

A PC (Polícia Civil) não se manifestou até o momento.

Histórico do ex-guarda municipal

O ex-agente, identificado como Marcelo Raimundo da Silva, já havia se envolvido em casos de contrabando. Em março de 2022, ele foi apontado em um esquema que transportava R$ 1 milhão em mercadorias ilegais pela rodovia MS-164, em Maracaju. Na época, o grupo utilizava estratégias como comunicação via WhatsApp e colaboração de terceiros para burlar a fiscalização policial.

Em fevereiro de 2025, Marcelo foi novamente flagrado com outros suspeitos em um depósito, tentando transportar produtos contrabandeados do Paraguai. A operação resultou na apreensão de 12 veículos carregados com cigarros, agrotóxicos, pneus, eletrônicos e roupas, totalizando cerca de R$ 1 milhão em prejuízo ao crime organizado.

O caso reacende questionamentos sobre a conduta do ex-agente, agora envolvido em mais um episódio criminal, desta vez relacionado a corrupção e suborno.