Procon Estadual encontra produto vencido desde 2016 e autua supermercado

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Denúncias de consumidores levaram equipe de fiscalização do Procon Estadual a realizar ação em supermercado localizado na rua Pontalina, bairro Universitário onde foram detectadas diversas irregularidades, destacando-se a presença de produtos vencidos desde 2016.

Segundo Procon foram observados a existência de produtos com prazo de validade expirada, inúmeros itens impróprios ao consumo por não conterem informações essenciais tais como prazo de validade, procedência e composição, além de estarem deteriorados, armazenados de forma irregular ou com embalagens rompidas ou ainda fracionados sem a devida autorização dos órgãos de fiscalização.

Em função da grande quantidade com prazo de  validade vencido, destaque para 134 unidades de cervejas (latas ou garrafas), 31 refrigerantes e 210 embalagens de sementes diversas. Entretanto, dezenas de outros produtos, em menor quantidade, também estavam expostos à comercialização com o mesmo tipo de irregularidade. Entre estes, pães diversos, queijos, sucos, ovos, iogurtes, chás, energéticos e  agua de coco.

Também, sem condições de comercialização por estarem vencidos, estavam expostos biscoitos, batata frita, mandioca, bacon, peito de peru,  bebida fermentada, temperos diversos, produtos de limpeza e higiene.  Detalhe é que havia itens vencidos desde 2016.

Ainda em numero bastante elevado havia elementos impróprios para o consumo por não apresentarem  informações que pudessem orientar  o consumidor a fiscalização do Procon Estadual detectou a presença de  dezenas de unidades de ração para cães que ocupavam nove gôndolas, algumas vezes em embalagem que demonstravam fracionamento mesmo o estabelecimento não tendo autorização para tal.

Também foram flagrados nessas condições, gêneros alimentícios  como linguiça, charque, temperos como molhos diversos, farinha de rosca, goiabada, fubá de milho, pães carnes e açúcar.  Bebidas, energéticos e açúcar orgânico também estavam expostas sem informações. Na ânsia de  ludibriar o consumidor, em muitos casos as informações foram suprimidas e havia produtos  com data de fabricação futura, ou seja, como se tivessem sido produzidos em 2 021. Todos os produtos foram inutilizados e descartados de forma a não terem condições de voltar às prateleiras.

Fogos de  artifício 

O estabelecimento comercial dispunha de  centenas de unidades  de fogos de artifício armazenados de forma irregular e  sem autorização especial para a  comercialização.  Destaque para  10 caixas  com 12 unidades cada  de fogos  “três tiros canhão”, nove caixas, também com 12 unidades cada de  “explosão de cores” e outras  cinco caixas  de outros explosivos de artifício. Nesse caso, o produto foi apreendido e  encaminhado às autoridades responsáveis pelo setor par tomarem as providências que o fato requer.

Consumidores presentes ao local, que testemunharam a ação da fiscalização, mesmo não querendo se identificar, se demonstraram indignados com a  atitude dos responsáveis pelo  supermercado. Houve, inclusive, quem opinasse afirmando que, pelo fato de estar localizado em bairro, os empresários não acreditam que podem ser fiscalizados e, com isso, abusam das pessoas.