Dia das mães na pandemia, faz com que família celebre o amor de forma virtual

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Mãe e filhos reunidos.Arquivo da família. (Foto tirada antes da pandemia)

“Esse negócio de chamada de vídeo, agora é meu melhor amigo. Todos os dias dou um jeito de ver o sorriso da minha mãe através da tela do celular”, diz Anderson

Uma das datas mais movimentadas no calendário de comemorações no Brasil, o Dia das Mães vem se aproximando e junto com ele inúmeras dúvidas, e infelizmente não somente na hora da escolha do presentão da mamãe.

Em mais um ano de pandemia e muitas restrições, quando se fala em festividades, as preocupações da data passaram daquele simples dilema de flores ou perfume, sapato ou roupa, para uma aflição muito maior na hora da sagrada reunião com a mãezona.

Eliana Ferreira Lima, 52 anos, trabalhadora do comércio, mãe de 4 e avó de uma menina é mais uma típica mamãe que não abre mão de ter por perto os filhos. “Sou que nem galinha, trago meus pintinhos de baixo das asas”, comenta rindo, Eliana.

Com a proximidade da data, um pequeno dilema tem assombrado a família. Ela conta que sempre priorizou o amor familiar e isso não somente entre os filhos, mas também no trato com a própria mãe e seus 3 irmãos. “Sempre fui aquele que reúne a turma, que organiza confraternizações e que faz questão de estar próxima da família”, diz.

No último ano a família Lima se viu forçada a diminuir os encontros e reuniões onde houvesse muita aglomeração. “No início não vou mentir, não ligava muito para esse tal de coronavírus e continuei em muitas situações agindo dentro da minha normalidade na rotina”, confidência a comerciária.

Ao contrário do que muitos assim como Eliana pensavam, a pandemia não passou rapidamente e veio então o choque de realidade, o que antes eram somente números passou a ter nomes e a situação foi e continua se agravando.

Diante de todo o cenário de pandemia no mundo a matriarca comenta em chamada de vídeo feita com uma das filhas, já casada, que este ano o maior presente para ela seria estar reunida aos familiares em um gostoso almoço em família. “Situação que mesmo que queira não farei, justamente por amar cada um dos meus filhos e claro em respeito a esse momento tão arrasador.”

Élio o irmão mais velho, também trabalhador do setor de vendas no comércio, pertence aos que não aprovam a tradicional reunião neste ano. “Mesmo doendo em meu coração, porque sei o quanto essas confraternizações são importantes para minha mãe, não posso nos submeter ao risco”, afirma o mais velho da família.

Ele ainda relata sua luta diária para se proteger de um provável contágio do vírus. “Trabalho tendo acesso a muitas pessoas no dia e, mesmo me protegendo, tomando os cuidados necessários contraí a covid. Então quem vai saber se eu não estou, ou algum sobrinho meu e acabamos passando isso para quem mais amamos. Jamais nos perdoaríamos”.

A tecnologia tem sido um forte aliado da população na luta em estar próximo mesmo estando longe. Anderson Lima, 40 anos o irmão mais novo, relata que nunca teve muita habilidade com as novas tecnologias proporcionadas pela internet, mas que, se viu obrigado a aprender. “Esse negócio de chamada de vídeo, agora é meu melhor amigo. Todos os dias dou um jeito de ver o sorriso da minha mãe através da tela do celular”, comenta o rapaz.

Durante a reunião via chamada de vídeo em grupo, todos contaram um pouco de sua rotina durante a pandemia e se disseram aflitos com o futuro, entretanto seguem satisfeitos por ainda terem mesmo que de longe as pessoas que amam para contar.

“O dia das mães esse ano vai ser quele perto de longe, porém com muito amor e agradecimento”, concluiu Eliana Lima.

Alerta

Mortes na mesma família são um forte indício de um importante alerta para o risco de contágio na rotina familiar. É importante destacar que é necessário se proteger mesmo no convívio dentro de casa.

Os feriados como o dia das mães, é uma das datas em que as pessoas acabam burlando as orientações e se expondo ao vírus.

O apelo é para que se mantenha o distanciamento social, evitem aglomerações, mesmo que em família, além de seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizar máscara, álcool em gel e lavar as mãos sempre que possível.