Fernando Araújo da Cruz Junior foi considerado culpado por homicídio, coação e fraude processual; Ele foi condenado a mais de 20 anos
O delegado da Polícia Civil do Estado, Fernando Araújo da Cruz Júnior, foi condenado a mais de 20 anos pela morte do boliviano Alfredo Rangel Weber dentro de uma ambulância, em fevereiro de 2019. Tribunal do Júri aconteceu nesta quarta-feira (23) em Corumbá.
O conselho de sentença do Trinunal do Júri, formado cinco mulheres e dois homens, considerou culpado pelo assassinato do boliviano e o juiz André Monteiro, da 1ª Vara Criminal de Corumbá, aplicou a pena total de 20 anos e 10 meses de reclusão e ainda seis meses de detenção, pelos crimes de homicídio doloso duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, coação a testemunha e fraude processual. Foi aplicada a normal do concurso material de crimes, quando a pessoa agride a lei penal mais de uma vez ao mesmo tempo, aumentando o tempo de prisão.
O crime
O boliviano Alfredo foi esfaqueado em uma festa e depois socorrido, sendo levado de ambulância para Corumbá. Então, o delegado interceptou a ambulância e o matou a tiros antes de chegar ao hospital. Mas Fernando, achando que não havia testemunhas do crime, foi pego de surpresa quando foi informado pelo investigador da Polícia Civil, Emmanuel Contis, de que a irmã da vítima estava na ambulância e viu o assassinato.
Em meio a toda a trama do homicídio, testemunhas foram coagidas sendo uma delas o motorista da ambulância, que teve como advogada a mulher de Fernando, Silvia. No entanto, o que o casal não esperava era que policiais bolivianos e até um promotor usassem de chantagem para extorquir os dois, com pedido de R$ 100 mil para que não implicassem o delegado ao assassinato, segundo site Midiamax.
Na tentativa de encobrir os rastros do crime até execuções dos policiais e delegados que estavam investigando o caso foi arquitetada por Fernando e Emmanuel, que informava ao delegado todos os passos das investigações.




















