Alunos estudaram na Bolívia e são acusados de crimes como evasão de divisas e câmbio mão autorizado
A operação Asclépio, realizada pela Polícia Federal (PF) de Corumbá, investiga na manhã desta sexta-feira (9), a movimentação de mais de R$ 26 milhões em cerca de um ano e oito meses, feito por cinco pessoas, sendo que dois seriam dois ex-estudantes de Medicina da Bolívia.
A Asclépio cumpre dois mandados de prisão preventiva e mais seis de busca e apreensão, além de sequestro de bens dos envolvidos. As ordens judiciais a serem realizadas, são em Teixeira de Freitas (Bahia), Pontes de Lacerda (Mato Grosso) e Penedo (Alagoas).
Os crimes cometidos pelos cinco, seriam, evasão de divisas e operações de câmbio ilegais, todos crimes contra o sistema financeiro. As suspeitas surgiram diante da prisão realizada em flagrante de um casal, no qual tentavam cruzar a fronteira com Bolívia através de Corumbá para Puerto Quijarro, levando aproximadamente R$20.500 em dinheiro.
Durante a ação que resultou na prisão, o filho do casal pediu para um amigo fazer uma retirada em uma casa na cidade de Corumbá, no que acabou resultando na apreensão total de R$ 150.500 em dinheiro vivo.
Cursando medicina em Puerto Quijarro na época, dois se beneficiavam do percurso feito diariamente entre Bolívia e Brasil, para efetivação dos crimes.
O rastro passou a ser seguido partindo das movimentações volumosas atípicas, não condizendo com as atividades desempenhadas pelo grupo. Totalizando a movimentação de janeiro de 2017 a setembro de 2018 foram R$26.830.141,22.
Para Mato Grosso do Sul não houve mandados. O nome da Operação é associado ao deus grego da medicina.




















