Marido que matou mulher, muda versão e diz em depoimento que ela se matou com concha de cozinha

718
Corpo foi enrolado em edredons antes de ser enterrado nos fundos de casa. (Foto: Sidney Assis/Arquivo)

Pabilo já havia confessado o crime ontem após a polícia localizar o corpo em uma fossa no quintal da casa

Acusado de matar a esposa Laís de Jesus Cruz, de 29 anos em Sonora, cidade localizada a 361quilômetros da Capital no dia dois de agosto e depois ter mandado construir uma fossa para enterra-la, disse em depoimento na delegacia que a jovem teria se matado com uma concha após ele propor uma terceira pessoa para a relação.

Conforme Pabilo dos Santos Trindade, personal trainer e então marido da vítima, com quem tem um filho de dois anos, o casal teria tido uma discussão no início da semana, após ele propor a esposa que outra pessoa fizesse parte do casamento de dois anos, porém ela teria ficado enfurecida dizendo que se ele assim fizesse se mataria.

Ele alega que saiu de casa, e que ao retornar teria encontrado o corpo de Laís já sem vida todo ensanguentado no quarto ao lado de uma concha de cozinha. Vale destacar que a polícia acredita que a jovem foi morta por asfixia em consequência da aplicação de um possível golpe mata-leão, além de pancadas na cabeça.

O suspeito relata não ter revelado inicialmente o que realmente aconteceu pois sabia que ninguém acreditaria, sendo assim, contratou uma pessoa para cavar uma fossa que usou para esconder o corpo que ele manteve em casa enrolado em edredons até que o buraco fosse furado.

Após a ida da polícia até residência que culminou na descoberta do cadáver, também foram encontrados indícios de uma limpeza pesada na casa a base de água sanitária, bem como respingos de sangue nas paredes e na cama do casal.

Em seu depoimento ele disse que gostaria de ter contado o corrido a polícia, porém teria ficado com medo, mas que estava arrependido e não a matou, e sim apenas mentiu.

No dia, o personal negou o crime, mas diante das evidências acabou confessando na delegacia. A mãe de Laís procurou a polícia desconfiada do sumiço da filha, já que haviam registros de boletins de ocorrência de violência doméstica contra o marido.