Manifestantes fazem ato na capital de MS contra reformas da Previdência e Trabalhista

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Publicado em 28/04/2017 11h39

Manifestantes fazem ato na capital de MS contra reformas da Previdência e Trabalhista

Eles ocupam a área central com passeata, carros de som, faixas e alguns até com camisetas alusivas à motivação do protesto.

G1 MS

Manifestantes contra as reformas da Previdência e Trabalhista fazem ato na manhã desta sexta-feira (28), no Centro de Campo Grande. Eles estam com carros de som , faixas e uniformes com inscrições contra as reformas da Previdência e Trabalhista. Segundo a Polícia Militar (PM), 10 mil pessoas participam. A organização fala em 60 mil.

Eles se concentraram na praça Ary Coelho e de lá saíram em caminhada pelas ruas principais da capital sul-mato-grossense. Conforme iam passando, lojas, grandes e pequenas, fechavam as portas, em apoio ao movimento de alusão à paralisação nacional em protesto às reformas. Os comércios abriram em seguida.

A advogada Domitila Vasco de Toledo participa do movimento. “Eu sou contra a redução de direitos. Contra a precarização dos direitos dos trabalhadores. A reforça previdenciária só vai impedir as pessoas de se aposentar. Daqui a pouco a aposentadoria vira utopia. A pessoa vai se aposentar doente. É um retrocesso social”, avalia.

A diarista Rosa Silva passava pelo Centro enquanto o movimento era realizado. “Atrapalha um pouco [a manifestação] a vida da gente no que diz respeito pegar um ônibus, por exemplo, mas eu apoio esse movimento. Se a gente não cobrar os nossos direitos, não vamos ser respeitados”, diz.

Paralisação

A sexta-feira foi de manifestações e paralisações em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, alunos da Rede Municipal de Ensino e da Rede Estadual de Ensino ficaram sem aula.

Campo Grande amanheceu sem tranporte público. O serviço começou a voltar ao normal por volta das 8h30. Na rodoviária, também entre o final da madrugada e começo da manhã, ônibus de viagens não puderam entrar nem sair por impedimento de manifestantes.

Policiais civis atendem só casos urgentes. Eles estão com 30% da classe trabalhando. Agências bancárias de Campo Grande e municípios próximos não abriram. Rodovias foram bloqueadas em Dourados, Três Lagoas e Rio Brilhante. Trabalhadores da construção civil e metalúrgicos também cruzaram braços.

Manifestação na área central de Campo Grande. Foto: Enfoquems