Julgado nesta quarta-feira acusado de matar namorado da ex

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Publicado em 21/06/2017 10h40

Julgado nesta quarta-feira acusado de matar namorado da ex

Mecânico estava com carro do Detran-MS, que estava para conserto, quando bateu de propósito na moto onde estava a vítima. Réu está preso.

G1 MS

O julgado nesta quarta-feira (21), Max Wilian Romana dos Santos, acusado de matar o namorado da ex-mulher e de ferir ela, no dia 31 de julho de 2016, em Campo Grande. A jovem, Pamela Kethelyn Conceição Valejo, é testemunha de defesa no júri popular. O rapaz está preso desde 4 de agosto, confessa o crime e diz que agiu por ciúmes.

Conforme a sentença de pronúncia, o mecânico responde por homicídio qualificado pelo motivo torpe – porque não aceitava o fato da ex estar com outra pessoa – e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e também por tentativa de homicídio com as mesmas qualificadoras.

A defesa do acusado pediu legítima defesa putativa, a excludente de ilicitude do estado de necessidade ou a impronúncia por ausência de materialidade, o que não foi aceito.

A ex-namorada do acusado contou durante o julgamento que na data do crime estavam separados havia seis meses e que tinham tido relacionamento com muitas brigas. No dia do homicídio, o réu foi na casa dela, a viu com a vítima e o clima ficou tenso.

Na versão de Pamela, o acusado saiu e em seguida ela saiu com o namorado. O ex então bateu na traseira da moto que eles estavam, matando o rapaz.

“Meu sentimento tem duas partes: uma pelos meus filhos, que são filhos dele, e outra pela família do meu ex namorado que morreu no acidente. Que seja feita a justiça”, diz Pamela.

Outra versão

O acusado dá outra versão para o crime. Ele diz que a jovem não aceitava a separação e por ela insitir, eles voltaram. Na data do crime, segundo Max Wilian, fazia duas semanas que estavam juntos e naquele dia ele havia voltado de uma chácara e encontrado a companheira com a vítima em casa.

Diante da situação ele saiu do local e momentos depois se deparou com o casal em uma moto. “Ele estava na garupa e fez gesto de estar armado”, fala Max Wilian. “Atropelei porque foi na hora do susto. Não pensei que a pancada tivesse sido tão forte. Se tivesse tempo parar parar, teria feito algo para parar”, diz.

Crime

O crime aconteceu no bairro Mata do Jacinto. O acusado dirigia um carro do Departamento Estadual do Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e atingiu a motocicleta em que as vítimas estavam.

Segundo o registro policial, o mecânico estava sozinho no veículo. Ele atingiu por trás a moto pilotada pela ex-companheira, na época com 23 anos, que tinha como passageiro o namorado dela, de 25 anos. Os dois foram arrastados por cerca de 16 metros. O rapaz não usava capacete e morreu no local.

O suspeito abandonou o veículo próximo ao local e fugiu, sendo preso seis dias depois. A jovem já havia denunciado o ex à polícia duas vezes por lesão corporal e ameaça e tinha pedido medidas protetivas.

Max Wilian é julgado nesta quarta-feira por matar o namorado da ex (Foto: Marcos Ribeiro)