Um amor eterno

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José Carlos Ziolkowski (In memoriam)

Quando, talvez, meu pensamento brade e ecoe brando ou aos gritos, como a cadencia das ondas em agito, teu nome no infinito;

Quando, talvez, uma canção ecoe aos ventos o meu ser em paz ou em conflito;

Quando, talvez, o revoo dos pássaros e seu canto encantem a natureza em torno de que também consisto;

Quando, talvez, a noite em silencio lhe traga minha voz sussurrando uma canção erudita;

Quando, talvez, entre as estrelas vede minha alma a pulsar contente;

Quando, talvez, ouvirdes dos céus as preces que rogo a ti com fervor;

Quando, talvez, a correnteza do tempo num curso irrefreável. rumo ao fim. preserve a mim sua alma encantadora;

Talvez, será quando poderás entender, a extensão de meu amor eterno!

Por Rosildo Barcellos – articulista