CDL é contra reajuste do IPTU 2022 na Capital com imóveis até sem valorização

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Central do IPTU. (Foto Karine Matos/PMCG)

A direção da CDL CG (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande), que na atual gestão nos últimos anos, passou a ter posicionamentos sócio-políticos mais externos e contundentes, nesta segunda-feira (8), se posicionou contra o reajuste do IPTU 2022 (Imposto Predial e Territorial Urbano) na Capital. a entidade divulgou nota hoje, sendo dura e objetiva iniciando dizendo que “Mais de dez por cento de reajuste no IPTU é desumano!”. Um reajuste de 10,05%, mesmo que com base nos índices inflacionários, está além das possibilidades dos campo-grandenses, aponta a CDL. Bem como, ressalta que os imóveis da cidade não tiveram valorização no nível do reajuste ou praticamente nem tiveram valorização.

A ação contra o aumento do IPTU vem com mostra da realidade em panfleto (veja abaixo) que acompanha nota distribuída hoje, onde a entidade aponta ao menos seis ‘problemas’ da realidade de todos para não ter mais um aumento, que será considerável e impactará a economia individual e coletiva da cidade. “A pandemia, as restrições ao comércio, a falta de incentivo ou auxilio municipal, o desemprego, o fechamento de empresas, a inflação, tornam qualquer aumento desumano”, descreve panfleto.

O presidente da CDL CG, Adelaido Vila, ressalta que o momento não permite um reajuste no IPTU. “Vimos nas mídias o anúncio do aumento da arrecadação do município. Por este e tantos outros motivos, pedimos que seja repensado pelo prefeito Marcos Trad e que ele desista de aumentar em 10% o IPTU. Nossa cidade precisa se reerguer, se fortalecer, mas com aumento de imposto, será ainda mais difícil e praticamente impossível para uma grande parcela da população”, avalia Vila.

A CDL CG é contrária ao reajuste do IPTU 2022 e reforça que a população ainda está sob o impacto econômico e social causados pela pandemia do Covid-19, denre outros fatores de crise económica no País e no município não é diferente. A entidade aponta que este é um ato pelos lojistas, mais também por todos os cidadãos, que serão atingidos. “Toda a população, e não diferente os lojistas, está lutando para sobreviver e superar os danos oriundos da crise econômica, da pandemia e até mesmo ainda das obras da 14 -rua no coração do centro comercial de CG-“, diz nota.

Imóveis sem valorização

O índice FipeZap, publicado em agosto de 2021, indica que cinco das sete regiões de Campo Grande tiveram valorização média, no período de 12 meses, menor que 9%, sendo que a área central foi a que menos valorizou (apenas 0,8%). O índice também aponta que, em 12 meses, a valorização média dos imóveis residenciais na cidade foi de apenas 3,43%. No mês de agosto, a variação foi de 0,73%

Adelaido Vila reforçou que muitos foram os dissabores nos últimos anos e que agora é tempo de levantar a economia e não punir ainda mais a população. “É uma batalha que começou antes da pandemia, nossos lojistas viram cair o valor do ticket médio ao longo da realização das obras. Na pandemia, os impostos foram honrados e o campo-grandense é um bom pagador. Por isso, somos veementemente contra este reajuste e pedimos que o prefeito revogue a decisão”.

Campo Grande cara para morar

A CDL ainda lembra que de acordo com matéria publicada no portal dinheiro, em outubro de 2021, Campo Grande está entre as cinco Capitais brasileiras mais caras para morar, com as piores relações entre custo de vida e salário médio, ou seja, aquelas onde os custos consomem uma parte maior da renda média da população.

Os dados da matéria foram retirados do CEMPRE – Cadastro Central de Empresas, divulgado pelo IBGE, que reúne informações de empresas privadas, órgãos públicos, entidades sem fins lucrativos e do site Numbeo.

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