Publicado em 06/08/2017 16h26
Chavismo diz ter evitado levante militar contra Constituinte de Maduro na Venezuela
Vinte homens comandados por um capitão da reserva tomaram parte de um forte na cidade de Valência; segundo fontes militares ainda há focos ativos de rebeldia
El país
O número dois do regime venezuelano, Diosdado Cabello, afirmou, via Twitter, que forças leais a Nicolás Maduro abortaram na manhã deste domingo um levante militar no forte Paramaracay, na cidade de Valência, no centro do país, liderado pelo capitão da Guarda Nacional Juan Caguaripano e vinte de seus oficiais.
O capitão, expulso da carreira militar em 2014, anunciou num vídeo uma sublevação contra o Governo de Nicolás Maduro, “para restabelecer a ordem constitucional”. Caguaripano e seu grupo se declararam “em legítima rebeldia, unidos com o bravo povo da Venezuela para repudiar a tirania assassina de Nicolás Maduro. Isto não é um golpe de Estado, e sim uma ação cívico-militar para restabelecer a ordem constitucional”.
Segundo fontes militares, Caguaripano conseguiu convencer parte da tropa a deixar o parque de armas e tomar algumas áreas da instalação militar. Nos arredores se ouviam rajadas de tiros, enquanto forças leais a Maduro pediam com megafones aos rebeldes que depusessem as armas.
Outras versões indicam que a tentativa de golpe não foi sufocada. Este jornal conversou com o primeiro-sargento Alexander Giomar Flores, da Marinha da Venezuela, que em abril se pronunciou contra o regime e está exilado na Colômbia. Flores afirma que o movimento, do qual participam oficiais de todas as forças, não foi controlado e que há quatro batalhões mantendo o controle da Brigada Blindada de Valência. “O movimento liderado pelo capitão Caguaripano também tenta tomar outras instalações militares”, disse.
Cabello chamou os rebelados de “terroristas” e anunciou que vários deles foram presos. Depois do ataque, o Governo ativou planos de defesa e movimentação de tropas para “garantir” a segurança interna. O homem forte do regime, em seguida, disse que as forças armadas atuavam “com o máximo de moral em defesa de sua Honra, da Paz e da Pátria”.
Dez minutos depois, Cabello anunciou que a insurreição havia sido debelada. O presidente Nicolás Maduro também se referiu aos amotinados como terroristas.
Não é a primeira vez que o capitão Caguaripano aparece vinculado a uma rebelião. O 3º Tribunal Militar de Controle de Caracas havia emitido uma ordem para detê-lo em 2014 por sua suposta participação num plano para derrocar Maduro. Por esse plano, chamado de Golpe Azul, foram julgados três generais da Força Aérea Bolivariana. Até a manhã deste domingo seu paradeiro não era conhecido.




















