
O Ilumina Pantanal deve atender mais de 600 famílias que moram no Pantanal sul-mato-grossense, o programa leva energia elétrica para essas comunidades mais afastadas da região urbana. Esta é a segunda fase do projeto, e será iniciada nesta sexta-feira (18), com a autorização do governador do Estado. A cerimônia confirmando a expansão do programa foi realizada no fim da manhã, na sede do Sindicato Rural de Corumbá.
“Energia é um bem de consumo essencial para o desenvolvimento do Estado e para bem-estar das famílias. Conseguimos modelar com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ministério de Minas e Energia esse projeto de R$ 134 milhões sem custo nenhum para nós. Não onerou ninguém.”
Na primeira fase foram mais de duas mil famílias atendidas pelo projeto, entre eles pequenos produtores rurais, ribeirinhos e indígenas dos municípios de Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Aquidauana, Coxim, Rio Verde e Miranda.
A iniciativa conta com um investimento de da ordem de R$ 134 milhões e consiste no fornecimento de energia elétrica solar a 2.090 moradias, além de mais 77 que contarão com o modelo tradicional de transmissão. O projeto Ilumina Pantanal foi considerado o projeto do ano na premiação internacional Solar & Storage Live Awards 2021.
“Energia era um problema no Pantanal. Este benefício chegou para 2.090 pessoas (energia solar). Isto faz diferença na vida delas. É um programa de cunho social, que atendeu comunidade indígena, ribeirinhos, pequenos, médios e grandes produtores e ainda vai chegar a todos que não foram atendidos”, descreveu o governador Reinaldo Azambuja, em solenidade no Sindicato Rural de Corumbá.
Ao concluir esta primeira fase, o governador destacou que o programa não trouxe aumento ou oneração na conta de luz dos cidadãos e que teve um investimento de R$ 134 milhões. “Estamos em um momento especial, hoje fechamos esta etapa, mas outras 600 placas (solares) virão também para próxima fase, sem custo na conta”, acrescentou.
Beneficiados
Entre os beneficiados do programa, nesta primeira fase, estão os índios guatós, que habitam em reserva no Pantanal de Corumbá. São 47 famílias atendidas, uma das quais de João de Souza, que contou que a chegada da energia ajudou a melhorar a autoestima da tribo.
Ele estava ao lado do cacique Osvaldo de Souza, que declarou: “A nossa comunidade está feliz, agora pode assistir televisão, armazenar a carne da caça ou os alimentos que a gente compra em Corumbá e leva de lancha para a reserva”.
Para o titular da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o secretário Jaime Verruck, o programa leva desenvolvimento ao Pantanal. “O projeto tem um pacote tecnológico, com o que tem de melhor em tecnologia no mundo, olhando para sustentabilidade, para que aqueles que moram aqui possam desenvolver e crescer em suas atividades”.
O diretor-presidente da Energisa, Marcelo Vinhaes, ressaltou que o programa é inovador e se tornou referência em todo o Brasil. “É o projeto que mais desperta paixão e sensibilidade social que já participei, nestes 22 anos no setor. Sem dúvida é o principal projeto social da Energisa. Algo diferente e inovador, que ganhou o prêmio do melhor projeto do mundo em energia solar”.
O projeto do Governo do Estado em parceria com a Energisa, tem investimento de R$ 134 milhões. Nesta primeira fase o programa beneficiou mais de duas mil moradias no Pantanal, sendo 77 com modelo tradicional de transmissão de energia elétrica e outras 2.090 com energia solar. Já foram mapeadas mais 600 unidades consumidoras que serão contempladas na segunda fase.
Além do governador, participaram da solenidade os secretários Eduardo Riedel (Infraestrutura), Jaime Verruck (Semagro), Eduardo Rocha (Governo e Gestão Estratégica), a deputado federal Beatriz Cavassa, os deputados estaduais Paulo Duarte e Evander Vendramini, o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, além do presidente da Fiems, Sérgio da Longen e o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni.



















