Publicado em 17/12/2017 09h21
Chile vai às urnas neste domingo para escolher sucessor de Michelle Bachelet
Disputa entre ex-presidente de direita Sebastián Piñera e jornalista de centro-esquerda Alejandro Guillier está acirrada. Urnas abrem às 9h (horário de Brasília).
G1
O ex-presidente de direita Sebastián Piñera e o candidato de centro-esquerda Alejandro Guillier disputam neste domingo (17) a presidência do Chile, em um segundo turno de difícil previsão para definir o sucessor de Michelle Bachelet a partir de 11 de março de 2018.
As urnas abrem às 9h e fecham às 19h (horário de Brasília). O resultado deverá ser conhecido na noite deste domingo.
A dispersão do voto no primeiro turno de 19 de novembro, quando o partido de esquerda radical Frente Ampla surpreendeu e virou a terceira força política do país, dificulta a vitória de Piñera e transforma numa incógnita o resultado de Guillier.
O ex-presidente, que governou o Chile de 2010 a 2014, conseguiu 36,6% dos votos (muito abaixo do esperado), contra 22% do senador Guillier e 20% da candidata da esquerda radical, Beatriz Sánchez.
A última pesquisa eleitoral Cadem, divulgada no dia de 1º de dezembro, apontava Piñera com 40% das intenções de voto e Guillier com 38,6%, um empate técnico. Outros 21,4% dos entrevistados indicaram que não sabiam em quem votar, votariam em branco ou nulo ou não iriam às urnas. O Chile tem um prazo de 15 dias em que não podem ser divulgadas pesquisas antes da eleição.
No Chile, o voto não é obrigatório. No primeiro turno de novembro, o comparecimento às urnas foi de quase metade dos mais de 14 milhões de eleitores. O índice de participação no próximo domingo será vital para a disputa acirrada.
“Provavelmente, a eleição será definida por menos de 200 mil votos de diferença”, prevê o analistas político da Universidade de Santiago, Marcelo Mella, em entrevista à agência de notícias France Presse. Para Mauricio Morales, diretor do Centro de Análises da Universidade de Talca, estas eleições estão cercadas de “um dos maiores graus de incerteza desde o retorno da democracia”.
Independente do vencedor, a eleição deste domingo torna iminente algo que há anos não se via na América Latina: a ausência total de presidentes mulheres. Michelle Bachelet sairá de cena como a última presidente mulher da região.
O resultado dependerá, sobretudo, do que decidirem os eleitores da Frente Ampla, que deu liberdade de decisão a seus seguidores, apesar de Sánchez ter anunciado que votará em Guillier.
O fantasma da derrota começou a rondar a coalizão de direita de Piñera ante a possibilidade de uma união de todas as forças centro-esquerda – que disputou o primeiro turno fragmentada em seis candidaturas.




















