Justiça paraguaia suspende extradição de Pavão para o Brasil

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Publicado em 26/12/2017 18h38

Justiça paraguaia suspende extradição de Pavão para o Brasil

Juiz da primeira instância da cidade de San Estanislao, no Paraguai, concedeu habeas corpus.

Da redação

O Juizado de Primeira Instância da cidade de San Estanislao, no Paraguai, concedeu habeas corpus que suspende a extradição do sul-mato-grossense Jarvis Gimenes Pavão, 49, apontado como um dos maiores narcotraficantes da América do Sul. Ele retornaria ao Brasil para cumprir pena de para cumprir condenação de 17 anos e oito meses por crimes vinculados ao narcotráfico. As informações são do ABC Color.

O retorno ao País estava previsto para quinta-feira (28) e, ainda conforme o despacho judiicial, a decisão ainda não é definitiva. Pavão seria extraditado um dia após cumprir a pena de oito anos de prisão por lavagem de dinheiro, tráfico e organização criminosa em território paraguaio.

A estratégia da defesa foi de evitar a extradição do narcotraficante para o Brasil, onde ele deve cumprir uma pena de 17 anos e 8 meses por atos puníveis de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa.

As condenações foram ajuizadas pelo Tribunal Penal de Camboriú, no estado de Santa Catarina, no entanto, existem processos pendentes em Campo Grande (MS) e Porto Alegre (RS).

Natural de Ponta Porã, onde possui familiares, Jarvis Chimenes Pavão está preso desde julho do ano passado na sede da Agrupación Especializada, um grupo de elite da Polícia Nacional.

Nos últimos meses, o governo paraguaio reforçou a segurança na unidade, temendo uma tentativa de resgate. Jarvis continuará preso em Agrupación Especializada, em Assunção, capital do Paraguai.

Jarvis Chimenes Pavão, narcotraficante brasileiro, preso na penitenciária de Tacumbu (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)