Publicado em 25/01/2018 18h30
Ação da Guarda Civil Municipal ‘faz limpa’ em antiga rodoviária
Desde dezembro estão sendo feitas ações combater o crime no local
Correio do Estado
Os comerciantes do Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste, ou como é popularmente conhecido como antiga rodoviária, comemoram a melhoria da segurança no local. Um trabalho integrado feito pelos comerciantes, moradores e a Guarda Civil Municipal possibilitou a redução no número de usuários e assaltantes na região do bairro mais antigo de Campo Grande, o Amambaí, na avaliação
Localizado no quadrilátero das Ruas Dom Aquino, Barão do Rio Branco, Vasconcelos Fernandes e Joaquim Nabuco, o prédio foi inaugurado em outubro de 1976, porém, o terminal rodoviário intermunicipal e interestadual de passageiros (Heitor Laburu) foi transferido para um novo empreendimento localizado na saída para São Paulo, em dezembro de 2010.
Marco Thill assumiu a chefia da Base Centro da Guarda Civil Municipal em dezembro do ano passado. Ele já atuava na base da corporação que fica na antiga rodoviária e ao ser promovido, assumiu o comando da unidade.
Thill explica que a estratégia utilizada no combate ao tráfico e assaltos teve foco no aumento de abordagens e rondas, não apenas no entorno do prédio, como também, no quadrilátero que compõe a região central da Capital. (Avenidas Afonso Pena, Ernesto Geisel e Mato Grosso e a Rua Rui Barbosa).
“Focamos o trabalho nas regiões mais críticas, realizando o monitoramento com viaturas e mais recentemente com as câmeras de segurança instaladas no Centro. Neste período, identificamos 10 presidiários que saíram no indulto de Natal e não tinham retornado ao presídio. Outra situação que está sob controle diz respeito aos assaltos praticados pelos usuários: quando chegamos aqui apreendiamos uma média entre 5 e 7 facas (arma branca) por dia e atualmente quase não encontramos esse tipo de arma”, detalha.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
O secretário Municipal de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, esclarece que existe um projeto de recuperação para a Antiga Rodoviária que conta com a adesão do governo do Estado e deve ser implantado até o final de 2019.
“O prédio tem um peculiaridade de ser prioritariamente particular e apenas 14% da área é pública, hoje ocupada pela Guarda. Por isso, é necessário contar com apoio de outras pastas municipais e estaduais. O que posso adiantar é que estamos em conversação para vinda de dois órgãos estaduais, além do objetivo de conseguir a reforma do prédio e aqui implantar o Comando da Guarda Civil Municipal”, antecipa.
Azambuja atuou na região da fronteira Brasil e Paraguai, no município de Ponta Porã, e faz uma avaliação da situação enfrentada no local. “É realmente necessário um trabalho conjunto e preventivo entre as secretarias de Segurança, Saúde e Assistência Social. Isso já é feito, porém, os usuários recusam atendimento porque o entorpecente continua chegando. Neste sentido faz se necessário maior reforço nas fronteiras de Mato Grosso do Sul, a fim de que a droga não seja transportada para cá”, acrescenta o secretário.
Na avaliação da administradora do condomínio, Rosane Nely, o fato de o posto da Guarda Municipal no local ser comandado por um guarda que atua na antiga rodoviária há algum tempo facilitou as ações.
“Temos moradores de rua que frequentam as imediações e são pacíficos. No entanto, nosso maior problema é o tráfico de drogas que atrai usuários. O problema aqui no entorno da rodoviária não é de segurança pública, mas, sim, de saúde pública”, observa.
Sebastião Paulo Pereira é proprietário da ótica que foi inaugurada junto com o prédio e comemora agora em 2018 41 anos de funcionamento ininterruptos. Ele argumenta que o trabalho dos guardas municipais é atuante, mas lembra que os próprios comerciantes zelam pela segurança, por meio de comunicação constante.
“Acompanhei todas as fases de funcionamento da rodoviária e meus clientes não têm preocupação de vir até o local. O que nos entristece é ver pessoas que não conhecem o local e fazem afirmações absurdas que estigmatizam o prédio. Temos 60 lojistas que tiram o sustento do comércio, a maioria com funcionários registrados”, argumenta.
INICIATIVAS PARTICULARES
Rosane explica que a maior luta dos comerciantes é sensibilizar o poder público que há potencial no prédio, até por conta da localização privilegiada. Ela comentou que estão sendo feitas várias iniciativas com objetivo de mostrar para população que a antiga rodoviária pode abrigar serviços e atrair novamente os antigos frequentadores.
“Estamos localizados no bairro mais antigo de Campo Grande e as pessoas que moram aqui desejam que a rodoviária permaneça em atividade. Realizamos frequentemente ações culturais, sociais e de assistência social, como forma de aproximarmos a população do local. Eu sou proprietária de uma lanchonete na esquina da Joaquim Nabuco e Barão do Rio Branco e apoio todos os eventos que são realizados aqui”, pontua.
CARNAVAL NA RODOVIÁRIA
A administradora comenta que nesta sexta-feira (26), será realizado o Pré Carnaval do Bloco ‘Evoé Baco’, organizado pelo Teatro Imaginário Maracangalha, a partir das 18h. A reunião é uma prévia da festa que acontecerá no dia 8 de fevereiro, na 2ª Gira das Marchinhas, durante o Carnaval.
O endereço do Bar do Bola 7 é Rua Joaquim Nabuco, 107, esquina com Barão do Rio Branco, em frente ao Centro Comercial Condomínio Terminal do Oeste. O evento será das 18h à meia noite.


















