Bolsonarista campo-grandense preso pela PF disse que estava desde o Natal no DF

528
Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto. (Foto: Marcelo Camargo - AB)

Um campo-grandense afirmou em depoimento à Polícia Federal que não precisou pagar pela passagem de ônibus para ir até a cidade de Brasília (DF), onde se juntou aos bolsonaristas para participar do ato terrotista contra o Congresso Nacional no último domingo (08).

O sujeito, que não teve a identidade confirmada, revelou que estava desempregado e que viajou em um ônibus fretado pelo movimento, onde também estavam outras pessoas de outras localidades.

Segundo o campo-grandense, essa foi a terceira vez que viajou para Brasília, sendo que nesta última oportunidade chegou na Capital Federal ainda antes do Natal, ficando acampado na área em frente ao quartel, junto de outros manifestantes.

No depoimento, o bolsonarista disse correu para o Palácio do Planalto durante o lançamento de gás lacrimogêneo, quando se deparou com um cordão do Exército e pessoas se ajoelhavam em frente aos soldados continuando com as manifestações.

Ele negou que tenha promovido depredação, alegando que quando entrou no Palácio o local já estava depredado, mas não viu quem eram os autores.

“Também chegou a entrar dentro do prédio, em um momento de correria e, quando as coisas se acalmaram um pouco, notou que o local estava depredado, mas não presenciou quem seriam as pessoas que danificaram a estrutura”. cita o registro.

Bolsonarista campo-grandense preso pela PF disse que estava desde o Natal no DF
Trecho do depoimento do campo-grandense à Polícia Federal (Foto: Globo News/Reprodução)

No domingo, mais de 1,2 mil bolsonaristas invadiram o Congresso Nacional e a sede do Supremto Tribunal Federal (STF) para protestar contra o resutlado das eleições de 2022, que culminaram na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Houve depredação do patrimônio público e furto de objetos de valor, como notbook, lentes fotográficas, câmeras de segurança, obras de arte e outros objetos de valor. Todos foram presos pela Força Nacional de Segurança.

No mesmo dia, o presidente Lula assinou um decreto determinando a intervenção na segurança pública do Distrito Federal, acreditando que houve facilitação por parte do secretário estadual de Segurança Pública, que foi afastado das atividades.