Pagamento dos 10,39% aos professores da REME é confirmado, mas somente a partir de fevereiro

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Assembleia geral dos professores (Foto: ACPMS)

O impasse entre os professores da Rede Municipal de Ensino (REME) e a Prefeitura de Campo Grande caminha, finalmente, para um ponto final. Nesta quarta-feira (25), as partes estiveram reunidas mais uma vez para tratar do reajuste salarial de 10,39% que deveria ter sido paga no mês de novembro de 2022, mas não foi.

Desta vez, finalmente foi acertado o pagamento. Segundo informou o ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), até a próxima sexta-feira (27) o Município vai encaminhar uma redação do projeto no qual informa como e quando será depositivado o valor para todos os professores, inclusive os aposentados e os comissionados.

O projeto irá informar se o percentual será pago de forma integral ou dividido em, no máximo, duas parcelas. A partir da entrega do projeto, no dia 1º de fevereiro, os professores farão uma assembleia geral para debater a proposta. Já no dia seguinte, a Câmara Municipal votará em plenário o referido texto. Com isso, o depósito na conta só deve acontecer no próximo mês.

O acordo foi firmado durante a reunião da chamada missão mista, que integra representantes do ACP, secretários municipais e a comissão de educação da Câmara Municipal. O grupo agora irá começar a tratar do pagamento de 15% concedido pelo Governo Federal e o restante do reajuste da Lei 6.796/2022, que prevê aumentos até outubro de 2024.

Na última proposta da Prefeitura feita aos professores, os 10,39% de aumento salarial foram divididos em três parcelas, sendo 3,42% em janeiro de 2023; 3,48% em maio e outros 3,48% em dezembro deste ano. No entanto, o aumento não atendia também aos professores aposentados, o que provocou a rejeição da oferta. Desde então, as partes não conseguiram mais se reunir para debater o assunto e nenhuma nova proposta foi apresentada pela prefeita Adriane Lopes (Patriota).

No final do ano letivo de 2022, os professores chegaram a deflagrar uma greve geral da categoria para cobrar o pagamento do aumento, que está garantido na chamada Lei do Piso das 20h. Entretanto, a Prefeitura entrou na Justiça e conseguiu impedir a realização da paralisação sob a multa de R$ 100 mil ao sindicado. O prefeita chegou a dizer em entrevista à imprensa que a referida lei era inconstitucional, mas voltou atrás depois.