A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) notificou uma empresa que atuava no ramo de cursos profissionalizantes, em Campo Grande, e que oferecia vagas inesistentes para jovem aprendiz para empresas nacionais e concessionárias de serviços públicos.
De acordo com o registro, durante a tarde de ontem (15), policiais se passaram por pessoas intessadas nos cursos e nas vagas e foram até a sede da empresa, na Rua Dom Aquino, sendo abordados por duas mulheres, mãe e filha, que explicaram sobre o funcionamento das aulas e das vagas para jovem aprendiz.
Com a constatação do golpe, as duas foram detidas e levadas para a delegacia, onde confessaram o crime. Para atrair vítimas, a empresa colocava anúncios em redes sociais e, após o contato da vítima, este era chamado para uma entrevista e, posteriormente, era informado de que não tinha o perfil para a vaga.
Nesse momento, eles ofereciam o curso profissionalizante para que pudesse se enquadrar e ser chamado para a vaga em outro momento. Assim conseguiam vender os cursos no valor de R$ 300 cada. No momento da ação policial, duas mães e dois jovens foram encontrados na empresa e ouvidos como testemunhas.
Os cursos oferecidos eram de informática, digitação, introdução à TI (Tecnologia da Informação), criação de planilhas, robótica, jogos, marketing digital e gestão de mídias. As vítimas eram pessoas de famílias humildes, com renda de cerca de um a dois salários minímos por família, e que tinham o interesse de conseguir colocar o filho no mercado de trabalho.
O delegado Reginaldo Salomão, títular da Decon, explicou que a ação foi descoberta após a concessionária descobrir que estava tendo o seu nome vinculado à oferta de vagas de emprego que não existiam. Várias pessoas passaram a procurar a sede da companhia para participarem da seleção ou para questionar uma suposta entrevista que tinham feito.
Além das funcionárias da empresa de cursos profissionalizantes, o dono também foi interrogado e alegou que adquiriu a marca no ano passado sendo que o sistema de atuação sempre foi este. Todos prestaram esclarecimentos e foram liberados logo em seguida, já que não houve o flagrante. Agora, a Decon pede que outras vítimas procurem pela unidade policial para o registro.
O delegado ainda explicou que na parte documentacional a empresa estava totalmente correta e até com o alvará de funcionamento em dia, mas que a forma como a venda do produto (curso) estava sendo feita constituí crime contra o consumidor, que estava sendo induzido a compra.
A Decon está situada no segundo andar da sede do Procon Estadual, localizado na Rua 13 de Junho, quase esquina com a Rua Maracaju.




















