A DERF (Delegacia Especializada de Repressão aos Roubos e Furtos) apresentou nesta quinta-feira (16) os detalhes da prisão de três integrantes de uma quadrilha especializada em roubo a mão armada especificamente nas saídas das agências bancárias. As ações cometidas pelo grupo aconteceram entre os anos de 2019 a 2022 em Campo Grande.
Em coletiva de imprensa, o delegado Fábio Brandalise, responsável pelo caso, disse que os roubos tinham uma dinâmica semelhante na qual um dos bandidos ficava dentro da agência para fazer a identificação das vítimas, que eram preferencialmente aquelas que faziam uma grande retirada de dinheiro dos caixas eletrônicos.
Com a informação do alvo, um segundo integrante do bando fazia a abordagem do lado de fora, já armado, e levava todo o dinheiro que a vítima tinha acabado de retirar do banco. Foram pelo menos 10 assaltos praticados pela quadrilha, ainda segundo a DERF, uma dessas vítimas acabou sendo baleado no peito ao resistir.
O delegado pontuou que pelo menos R$ 250 mil foram levados nesse período. “Conseguimos identificar os quatro suspeitos, prendemos três e um segue foragido”, disse o Fábio Brandalise aos jornalistas. As armas usadas nos crimes não foram encontradas pela investigação, já que teriam sido repassadas para terceiros pela quadrilha.
Um dos dos presos, de 36 anos, foi encontrado em São Paulo (SP). No dia 3 de março ao ano passado, ele chegou a ser atingido por um tiro ao ser flagrado roubando um funcionário de uma construtora. Na ocasião, um policial civil passava pela rua quando viu a situação, apesar do ferimento ele conseguiu fugir e até hoje está com a bala alojada no seu corpo.
Quando os criminosos souberam da investigação acabaram diminuindo a frequência dos roubos. Mas com a prisão do bandido em SP, foi possível chegar até os demais integrantes. Além dele, um homem de 42 anos foi preso, ele seria o responsável por monitorar as vítimas dentro das agências. O terceiro preso tem 25 anos e já estava em uma unidade penal.
O quarto integrante tem 26 anos e já foi identificado pela DERF, mas segue foragido. Ele está com dois mandados de prisão em aberto e também está envolvido no assalto a um joalheiro que aconteceu no dia 17 de julho do ano passado em Campo Grande. Na ocasião, o comparsa e ele abordaram a vítima e levaram cerca de 8 kg em ouro, R$ 1,5 mil e mais quatro mil dólares. O comparsa foi preso.




















