Publicado em 09/03/2018 12h09
“Corredor” do tráfico, apreensão de drogas aumenta na rodoviária de Dourados
De acordo com balanço da Guarda Municipal, em 2018 houve um aumento de 49% no número de apreensões em relação aos dois primeiros meses do ano passado
Ddos News
A Rodoviária Renato Lemes Soares, em Dourados, tem sido um dos principais corredores do tráfico na distribuição de drogas de origem paraguaia rumo à vários estados brasileiros.
Segundo balanço da Guarda Municipal, responsável pela segurança pública da estação, os dois primeiros meses de 2018 registraram um aumento no número de apreensões de entorpecente. Foram 49% a mais em relação ao mesmo período em 2017.
Especificamente, foram encontrados 201 quilos de maconha, um quilo de crack e 1,5 quilos de cocaína em bagagens. Em contrapartida, no ano passado, durante o mesmo período, foram encontrados 125 quilos de maconha, 1,1 quilo de cocaína, 9,2 quilos de pasta base e 1,1 quilo de crack.
SEGURANÇA
Para coibir o crime, investimentos estão sendo realizados no setor de segurança da rodoviária. Pelo menos 16 câmeras, com imagens em alta resolução, foram instaladas nas dependências da estação. Esses equipamentos estão conectados com setores da Polícia Federal, Polícia Militar e Guarda Municipal, que conseguem identificar atividades suspeitas através do próprio celular do policial.
Além disso, o Canil do 3° Batalhão da Polícia Militar tem intensificado a patrulha há cerca de dois anos e os resultados estão sendo positivos de acordo com o diretor da rodoviária, Hélio Martins. “Eu considero muito importante a atuação do Canil. Agora, com o apoio deles, não passa nada” comentou Hélio sobre as atividades do setor.
De acordo com o diretor, pelo menos 2300 pessoas circulam diariamente na estação. As principais linhas fazem percurso nas cidades de Coronel Sapucaia e Ponta Porã, lotada por pelo menos 1200 passageiros por dia, com destinos principalmente para Campo Grande, São Paulo e região norte do País.
Para o tenente Carlos Silva, responsável pelo 3° BPM, “as apreensões foram intensificadas com os cães, que trabalham com precisão na identificação de bagagens ocupadas por drogas, sem a necessidade de vasculhar malas de passageiros sem envolvimento ilícito”.
O Dourados News esteve visitando a unidade do Canil e em entrevista, o tenente Yago Cunha, responsável pelo trabalho com os cães, explicou que para atuar nos patrulhamentos, os animais passam por treinamentos que podem durar até 2 anos e seis meses.
“Para contribuir com a polícia, é preciso que o animal tenha energia e potencial para faro apurado. As melhores raças são do grupo dos pastores e também labrador” ressaltou.
Atualmente, Dourados conta com três animais, dois teriam sido cedidos pela Polícia Federal, que é parceira da PM na capacitação dos cães e até mesmo em operações conjuntas.




















