Publicado em 23/03/2018 08h21
Agentes serão investigados por conta de objetos encontrados na Operação Katagogis
Agepen investigará drogas, celulares e um vaso com uma pé de maconha encontrados com presos da penitenciária de Três Lagoas.
Da redação
Após Operação Katagogis, realizada ontem (22) pelas Polícias Civil e Militar, em Três Lagoas, agentes penitenciários que atuam no presídio do município serão investigados. A ação será necessária por conta dos objetos encontrados durante buscas na unidade, que incluem um pé de maconha, armas e celulares.
De acordo com site JP News, as apreensões ocorreram durante a manhã de ontem, na Operação Katagogis, para combate ao tráfico e o crime organizado em Três Lagoas e cidades da região.
Os presos resistiram à revista das celas, feita por 30 agentes do presídio e policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Houve tumulto e alguns tiveram que ser contidos após disparos com bala de borracha.
Com os presos havia cinco celulares, carregadores, facas, drogas e fones de ouvido, entre outros objetos.
Um pé de maconha cultivado em um balde foi encontrado por policiais em um dos corredores do presídio.
Segundo a assessoria de imprensa da Agepen, a responsabilidade pelo material e drogas encontrados com os presos e a maconha será apurada pela Corregedoria e a Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário port meio de um procedimento administrativo.
Por telefone, o diretor da unidade, Raul Ramalho, disse que não comenta a operação nem sobre as apreensões. Durante contato com a reportagem, o diretor informou que prestava depoimento como testemunha da operação à Polícia Civil.
NÚMEROS
de acordo com a Agepen, o presídio ultrapassou o triplo de sua capacidade máxima, que é de 248 vagas. Atualmente, a unidade tem 630 presos, sendo 359 por envolvimento com tráfico de drogas.
A administração informou que tenta comprar um aparelho de raios X pessoal para coibir a entrada de celulares e drogas no presídio. O processoo de compra está em andamento. Também informou que pretende instalar grades de aço para impedir o arremesso de pacotes de drogas e celulares por cima dos muros. As melhorias estariam “prometidas apenas para o segundo semestre de 2018”, disse a assessoria.





















