07/01/2015 07h16
O “antidilmismo” tomou conta do país, e agora?
Dourados News
O “antidilmismo”, nome alusivo ao movimento provocado por pessoas contrárias ao governo Dilma Rousseff (PT), parece ter tomado conta do país. Seis dias após dar início no segundo mandato à frente da maior nação da América do Sul, a presidente continua sofrendo com ataques, denúncias e cobranças por medidas tomadas recentemente e que acabaram atingindo a economia nacional.
Se durante o processo eleitoral que garantiu aos 47 minutos do segundo tempo a vitória diante o tucano Aécio Neves a petista era bombardeada, agora então, todos se mostram contrários a ela e ao seu partido, principalmente integrantes de movimentos sociais, que por décadas caminharam na mesma direção.
As recentes manifestações promovidas em Mato Grosso do Sul e em outros Estados por membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura), mostram o descontentamento com a governante.
Manobra política feita pela oposição?
Talvez, mas pouco provável diante da falta de empatia do grupo com a “direita” brasileira.
O certo é que, o processo ‘anti’ Dilma que tomou conta do país nos últimos tempos pode estar ligado à mesma saturação que em 2002 não deu chances ao PSDB continuar no governo após oito anos de comando de Fernando Henrique Cardoso.
A população, talvez no anseio por mudanças, quer novos ares e algo que saia do já convencional modelo atual adotado pelo PT. Não que ele não seja bom, até porque boa parte dos brasileiros se beneficiaram de alguma forma das medidas adotadas, principalmente na administração Lula.
Porém, para que o país mude nos próximos anos e décadas, não são necessárias apenas a troca no topo, mas também é preciso que se modifique na base e acabe com cargos praticamente vitalícios dentro das câmaras, assembleias e senado.



















