Pai que fugiu com filha diz que vai lutar pela guarda permanente em MS

277

14/01/2015 07h30

Pai que fugiu com filha diz que vai lutar pela guarda permanente em MS

Homem disse que não tinha conhecimento da tutela do tio da criança.

Delegado diz que suspeito responderá ao inquérito policial em liberdade.

G1/MS

Após 1h30 de depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca), na tarde desta terça-feira (13), o técnico de eletricidade de 37 anos, que era procurado pela polícia suspeito de fugir com a filha, afirmou não ter conhecimento do termo de guarda provisória do tio da menina. Ele ainda ressaltou que a criança mostrou interesse em morar com ele e que vai buscar a guarda permanente.

“Ele disse que ficou com ela justamente porque o tio demorou mais três dias, após a data combinada, para entregar a menina, então por isso ele atrasou um pouco. Disse ainda que desconhecia o termo de guarda provisória, no qual o tio possui, ressaltando que vai buscar a guarda da menina”, afirma ao G1 o delegado Paulo Sérgio Lauretto, titular da Depca.

A advogada do pai da menina, Priscila Souza Nunes, disse que todas as questões referentes a guarda da menina serão agora discutidas no processo movido em Cuiabá (MT). Ao G1, o pai disse que prefere não se pronunciar a respeito do caso.

Por ser um crime de menor potencial, o delegado diz que cumpriu o mandado de prisão do pai, porém após o depoimento decretou a ele o alvará de soltura. “Após a oitiva ele foi liberado, conforme a lei, e responderá ao inquérito policial em liberado”, explica o delegado.
Guarda Judicial

A mãe da menina morreu em um acidente de trânsito em 2012. Desde então, a guarda da criança está com o tio. O processo transita em Cuiabá (MT), onde ela reside com o tio materno, o produtor rural Weller Cardoso Pinheiro, 43 anos, sua esposa e mais dois primos de 15 e 18 anos. Sobre o relacionamento dos pais da menina, Cardoso ressalta que eles nunca foram casados e teme o comportamento do homem.

“Eu soube que a minha irmã teve um rápido namoro e que ele a agrediu algumas vezes, principalmente quando estava embriagado. Inclusive isso consta em alguns boletins de ocorrência. Eu nunca quis fazer o papel de pai, por isso achei que não deveria afastá-lo, mas jamais imaginei que ele faria isso”, comentou o tio.

Desde o dia em que o pai pegou a criança, Weller garante que não conseguiu mais falar com a menina. Além de passar por tratamento psicológico, o tio diz que a menina toma remédios controlados e tem deficit de atenção.

Menina foi entregue aos tios na Delegacia nesta terça-feira (13) (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)