Um pouco mais de um ano após o histórico julgamento que resultou em uma condenação de 23 anos de prisão, Jamil Name Filho enfrentará novamente o tribunal. Desta vez, ele é acusado de envolvimento no assassinato do empresário Marcel Hernandes Colombo, de 31 anos, conhecido como “playboy da mansão”, ocorrido em 2018 em Campo Grande.
Em despacho publicado na segunda-feira (3), o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, marcou a data do 2º júri de Jamil Name para os dias 16 a 19 de setembro de setembro deste ano. Além de Jamilzinho, também são réus o ex-guarda Municipal Marcelo Rios e o policial federal aposentado Everaldo Monteiro de Assis.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública deverá providenciar a transferência dos réus, Jamilzinho e Rios, do Presídio Federal de Mossoró para Campo Grande, porque o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus para o empresário comparecer pessoalmente aos julgamentos.
Este será o segundo júri popular de Jamil Name Filho e Marcelo Rios. Eles foram condenados em outro grande júri, realizado no ano passado, pela morte do estudante universitário Matheus Coutinho Xavier, executado por engano no lugar do pai, o capitão da PM, Paulo Roberto Teixeira Xavier, o PX. O primeiro foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão no regime fechado, enquanto o segundo a 23 anos.
Jamilzinho, Rios e Assis vão a julgamento por homicídio doloso contra o Playboy da Mansão e pela tentativa de homicídio de Tiago do Nascimento Brito, que ficou ferido durante a execução em um bar no centro da Capital.
Caso Playboy da Mansão

Marcel Hernandes Colombo foi assassinado em um bar situado na Avenida Fernando Correa da Costa, em 2018.
Ele e mais dois amigos estavam sentados à mesa na cachaçaria, quando por volta da 0h, um suspeito chegou ao local de moto, estacionou atrás do carro da vítima e, ainda usando capacete, se aproximou pelas costas e atirou.
A vítima morreu no local e um jovem de 18 anos foi atingido no joelho.
A motivação do crime, conforme o processo, seria vingança por um desentendido anterior da vítima e Jamilzinho em uma boate, em Campo Grande, quando Marcel deu um soco no nariz de Jamilzinho.
José Moreira Freires, Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis foram os intermediários, sendo encarregados de levantar informações sobre a vítima, e Juanil Miranda foi o executor.
O ex-guarda Rafael Antunes Vieira não teve participação no homicídio, mas foi o responsável por ocultar a arma usada no crime.











