Uma operação desencadeada nessa quarta-feira (31) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apura desvios milionários nos cofres da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Conforme a apuração, o esquema tirou dinheiro público que seria destinado para o atendimento de pacientes ostomizados que precisam de bolsas coletoras de urina ou fezes. Foram seis mandados de busca e apreensão cumpridos em Camapuã e na Capital.
Um ex-coordenador da instituição direcionava as compras realizadas pela entidade para empresas fictícias criadas por ele mesmo, em nome de terceira pessoa, meio pelo qual desviou em seu benefício particular R$ 8 milhões. A prática começou em 2021.
Após o afastamento do investigado, em dezembro do ano passado, foi registrada uma redução nos custos das compras de produtos antes realizadas pelo suspeito, que foi denunciado pelo crime de corrupção passiva na Operação Turn Off.
A denúncia foi recebida pelo Judiciário em 28 de junho deste ano. Ele ficou uma semana atrás das grades e, atualmente, responde o processo em liberdade. A investigação é conduzida pela 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande.
Em nota à imprensa, a Apae de Campo Grande confirmou estar colaborando com todas as autoridades e entidades envolvidas na investigação. “Estamos profundamente comprometidos em assegurar que os valores e a missão da nossa instituição sejam preservados e continuaremos a trabalhar para garantir que todos os nossos serviços sejam prestados com a máxima integridade e dedicação”, cita.




















