
O levantamento mediu o nível de influência de Lula e Bolsonaro nas eleições municipais de 21 capitais
De acordo com a primeira pesquisa Quaest realizada após o início da campanha eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem maior influência do que o presidente Lula (PT) em 9 das 21 capitais brasileiras. Para medir o nível de influência, a sondagem questionou aos eleitores se votariam em um desconhecido indicado pelo ex-presidente ou pelo atual chefe do Executivo.
As cidades onde Bolsonaro tem maior influência são: Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Maceió, Porto Velho, Rio Branco e Rio de Janeiro.
No caso de Campo Grande, a influência de Lula caiu 11 pontos, de 30% para 19%; com isso, deixou o empate técnico com a de Bolsonaro, que oscilou positivamente de 30% para 34%, e agora é maior que a do presidente.
Em três capitais (Recife, Fortaleza e Salvador), Lula tem maior influência. Nas outras nove capitais (Belém, Macapá, Belo Horizonte, Florianópolis, Aracaju, João Pessoa, Vitória, São Paulo e Porto Alegre) há empate técnico entre os dois.
Não há dados disponíveis nas capitais Natal, Goiânia, Palmas, Teresina e São Luís.
‘”A força das lideranças nacionais capturado pelas pesquisas segue o mesmo padrão que observamos nas eleições de 2022. Bolsonaro venceu Lula em muitas capitais, embora o atual presidente tenha tido vitória significativa em São Paulo capital, um dos resultados mais importantes para a sua vitória. Mas no interior dos estados, principalmente do Nordeste, a situação é melhor pra Lula”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest.
A pesquisa aponta que Bolsonaro teve mais votos que Lula no segundo turno de 2022 nas 9 capitais onde sua influência é maior em 2024. Enquanto isso, Lula teve mais votos nas 3 capitais onde sua influência é maior em 2024.
A pesquisa da Quaest foi feita após o início da campanha eleitoral, e é encomendada pela TV Globo e emissoras afiliadas. Para o levantamento, foram realizadas 1.140 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-08084/2024.



















