Lula prevê assinatura do acordo Mercosul–União Europeia em 20 de dezembro

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No G20, Lula se encontrou com a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (Foto: reprodução/R7)

Presidente afirmou no G20 que esta pode ser sua única viagem internacional no fim do ano, mas local da cerimônia ainda não está definido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode ser oficialmente assinado no próximo dia 20 de dezembro. A declaração foi dada durante entrevista no âmbito da reunião do G20, na África do Sul.

Segundo Lula, essa pode ser sua única viagem internacional até o fim do ano. “Eu não pretendo viajar mais este ano, a não ser para Foz do Iguaçu, para assinar o acordo Mercosul–União Europeia, que acredito que será fechado no dia 20 de dezembro”, afirmou. O presidente frisou, no entanto, que o local da assinatura ainda não foi definido.

A sinalização ocorre meses após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmar, em setembro, que as negociações do acordo estavam concluídas. À época, o chanceler destacou que o processo ainda passaria pelas etapas de debate e aprovação legislativa tanto nos países do Mercosul quanto nos da União Europeia.

O que prevê o acordo?

O tratado, anunciado inicialmente durante uma reunião entre líderes dos dois blocos no Uruguai, prevê a redução de tarifas de importação e exportação, ampliando o fluxo comercial entre os países. De acordo com especialistas, como o professor Felippe Serigati, da FGV Agro, a parceria pode impulsionar a competitividade dos produtos brasileiros e abrir novas oportunidades no mercado europeu.

Agenda internacional de 2026

Lula também antecipou parte de sua agenda externa para o próximo ano. Segundo o presidente, o Brasil deve ter “uma agenda internacional intensa até maio”. Ele destacou ainda a expansão recente de mercados globais para produtos brasileiros: “Estamos com 486 novos mercados abertos em dois anos e meio, e estamos esperando o momento de anunciar que chegamos a 500.”

A expectativa pela assinatura do acordo reacende debates sobre seus impactos econômicos e políticos, enquanto o governo prepara uma das pautas mais relevantes de sua diplomacia comercial.