Flamengo e Palmeiras decidem tetracampeonato em reedição da final de 2021

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Palmeiras e Flamengo na final da Libertadores de 2021 (Foto: César Gracco/Palmeiras)

Rivais reencontram-se no Monumental de Lima para buscar o quarto título continental e ampliar hegemonia recente na Libertadores

Flamengo e Palmeiras voltam a se enfrentar em uma final de Libertadores neste sábado (29), às 17h (de MS), no Estádio Monumental, em Lima, no Peru. O confronto reedita a decisão de 2021, marcada pelo erro de Andreas Pereira — hoje jogador do Palmeiras — e pelo tricampeonato alviverde. Agora, os dois clubes chegam com a ambição de conquistar o primeiro tetracampeonato brasileiro da história da competição.

A final de 2021 consolidou Flamengo e Palmeiras como protagonistas do futebol sul-americano. O Rubro-Negro havia vencido o torneio em 2019, enquanto o Verdão ergueu a taça em 2020. Em Montevidéu, o Palmeiras abriu o placar com Raphael Veiga após jogada trabalhada por Gustavo Gómez, Mayke e o próprio meia. O Flamengo empatou no segundo tempo com Gabigol, mas viu o título escapar na prorrogação, quando Andreas Pereira errou na intermediária e Deyverson marcou de cavadinha o gol do tricampeonato palmeirense.

Desde então, ambos os clubes seguiram no topo do continente. O Flamengo voltou à final em 2022 e venceu o Athletico-PR, enquanto o Palmeiras continuou chegando às fases decisivas da Libertadores. A decisão deste sábado, porém, coloca frente a frente equipes que vivem momentos distintos.

Palmeiras busca reviravolta em meio à instabilidade

O Palmeiras chega à final após sequência de cinco jogos sem vitória no Brasileirão e com perda da liderança. O cenário lembra as campanhas de 2020 e 2021, quando o time também atravessava momentos turbulentos antes das decisões — e ainda assim saiu campeão.

Em 2020, antes de enfrentar o Santos, o clube somava três derrotas, dois empates e uma vitória nos últimos seis jogos. Em 2021, acumulava três derrotas e um empate antes de decidir contra o Flamengo. Nessas duas finais, Veiga e Deyverson foram decisivos.

Agora, o Verdão tenta repetir o roteiro de superação. Em meio à pressão, o técnico Abel Ferreira confirmou que renovará seu contrato com o clube até 2027.

Flamengo tenta reafirmar protagonismo continental

Já o Flamengo vive uma realidade diferente da de 2021, quando atravessava instabilidade sob o comando de Renato Gaúcho. Embora mantivesse grande parte da base campeã de 2019, o time sofria com problemas internos e oscilação.

Desta vez, a equipe chega mais madura e com elenco reformulado, buscando repetir o sucesso de 2019 — justamente no Monumental de Lima, onde venceu o River Plate por 2 a 1 com dois gols nos acréscimos.

Uma vitória neste sábado tornará o Flamengo o clube com mais títulos de Libertadores conquistados na capital peruana, superando o Nacional-URU, que venceu no Estádio Nacional José Díaz em 1971.

Lima volta ao centro do continente

A final deste ano marca o retorno da decisão à capital peruana pela segunda vez desde 2019. Naquela ocasião, a cidade recebeu a final em caráter emergencial após os protestos no Chile e surpreendeu pela atmosfera positiva entre as torcidas.

Após 2019, a Conmebol apostou em sedes de grande apelo: Guayaquil (2022), Rio de Janeiro (2023) e Buenos Aires (2024). Com Brasil e Argentina contemplados, Lima foi novamente escolhida para 2025 pela segurança e tradição.

Além da decisão de 2019, Lima também recebeu jogos de finais de Libertadores em 1971, 1972 e 1997 — estas últimas apenas partidas de ida. Cruzeiro, Independiente e Nacional foram campeões em suas cidades após decidirem como mandantes.

Clássico recente que virou duelo de hegemonia

Com trajetórias que se convergem desde 2019, Flamengo e Palmeiras chegam ao Peru com a mesma missão: conquistar o quarto título continental e reafirmar o protagonismo de seus projetos, os mais vencedores do futebol brasileiro na última década.

Os dois clubes embarcaram nesta sexta para Lima, onde prometem mais um capítulo histórico de uma das rivalidades mais marcantes do continente. A bola rola às 18h, em uma decisão que pode recolocar o Brasil no topo do futebol sul-americano — mais uma vez pelas mãos de seus dois gigantes atuais.