O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou uma foto do ditador venezuelano Nicolás Maduro à caminho de Nova York. O chavista foi capturado por forças norte-americanas na madrugada deste sábado (3), junto da esposa, Cilia Flores, após um ataque em grande escala no país.
Na imagem, Maduro aparece de moletom cinza, com os olhos vendados e fone de ouvido. Segundo Trump, ele e a esposa estão sendo transportados pelo Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos Estados Unidos que estavam posicionados no mar do Caribe.
Maduro e Flores estavam dormindo em um abrigo quando foram encontrados pelos militares. A captura do casal foi transmitida ao vivo ao presidente e a outras autoridades do governo.
“Se você tivesse visto o que aconteceu, quer dizer, eu assisti literalmente, como se estivesse assistindo a um programa de televisão. Eles simplesmente invadiram e invadiram lugares que não eram realmente acessíveis, arrombaram portas de aço que foram colocadas lá justamente por esse motivo, e eles foram retirados em questão de segundos. Nunca vi nada parecido”, disse Trump, à emissora Fox News.
A expectativa é que Maduro e a esposa sejam apresentados à Justiça na segunda-feira (5). Mais cedo, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, disse que o líder chavista foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos.
Trump revelou que a operação estava prevista para acontecer há quatro dias, mas que havia sido adiada por conta das condições climáticas. Questionado sobre a questão da sucessão do governo venezuelano, o presidente afirmou que “ainda está decidindo” sobre o assunto, ressaltando que o país ainda tem uma vice-presidente.
Venezuela reage
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, condenou o ataque dos Estados Unidos, dizendo que irá resistir à presença norte-americana no país. Em vídeo publicado nas redes sociais, o político convocou cidadãos e militares para se unirem contra a agressão de Washington, iniciada nesta madrugada.
“Essa invasão representa a maior indignação que o país já sofreu. Eles nos atacaram, mas não vão nos derrotar. Formaremos uma muralha indestrutível de resistência. Nossa vocação é a paz, mas nossa herança é a luta pela liberdade”, disse López.
O ministro acusou os Estados Unidos de tentar mudar o regime do país à força, chamando a ação de “deplorável” e “criminosa”. Ele pediu que organismos multilaterais e governos condenem os Estados Unidos por violarem a Carta das Nações Unidas e o direito internacional. “Trata-se de um ataque vil e covarde que ameaça a paz e a estabilidade da região”, frisou.
*SBT News




















