Bioparque Pantanal fecha na primeira semana do ano para manutenção

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Bioparque Pantanal fecha para manutenção dos tanques e reabre na próxima quinta (Foto: Divulgação)

Maior aquário de água doce do mundo reabre ao público em 8 de janeiro, em Campo Grande

Com os tanques em silêncio e os corredores sem visitantes, o Bioparque Pantanal iniciou o ano de 2026 de portas fechadas em Campo Grande. O maior aquário de água doce do mundo está sem visitação desde o dia 1º de janeiro, em uma pausa programada para a realização de manutenções internas consideradas essenciais pela administração.

Segundo o comunicado oficial, a suspensão temporária das atividades ocorre na primeira semana do ano e é voltada principalmente a reparos nos tanques dos animais e à manutenção da estrutura do prédio. A previsão é de que o atendimento ao público seja retomado na próxima quinta-feira, dia 8.

Desde a inauguração, em março de 2022, o Bioparque Pantanal se consolidou como um dos principais pontos turísticos de Mato Grosso do Sul. De acordo com dados do Governo do Estado, o espaço já recebeu cerca de 1,4 milhão de visitantes, vindos de todos os estados brasileiros e de 140 países. A média é de 32,5 mil visitantes por mês, o que representa aproximadamente 390 mil pessoas por ano.

Parte desse fluxo expressivo foi impulsionada pela realização de eventos. Somente em 2025, o Bioparque sediou 115 convenções, além de ampliar sua atuação como espaço educativo. No ano passado, estudantes de 360 escolas passaram pelo local, incluindo instituições de outros estados, como Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. Desde a abertura, mais de 90 mil alunos visitaram o complexo.

O crescimento também se reflete na biodiversidade abrigada. O número de espécies passou de 446 no início de 2025 para 470 ao final do ano, somando mais de 45 mil animais. Ao longo de três anos, foram registradas 94 reproduções de peixes, com destaque para o projeto Cascudos do Brasil, que obteve a reprodução de 23 espécies em 2025 — três delas ameaçadas de extinção.

Ainda no campo científico, o ano de 2025 marcou a realização de um exame inédito no mundo. Em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), técnicos realizaram procedimentos de ultrassonografia e tomografia em uma cachara, peixe típico do Pantanal. O animal retornou ao tanque sem intercorrências.

Com 21 mil metros quadrados de área construída e cerca de 5 milhões de litros de água distribuídos em 239 tanques, o Bioparque mantém hoje 458 espécies e soma 330 reproduções, incluindo seis de espécies ameaçadas de extinção. Do total, 27 reproduções foram inéditas para a ciência mundial e outras 15 inéditas no Brasil.

A visitação ao Bioparque Pantanal é gratuita. Após a reabertura, prevista para o dia 8 de janeiro, o acesso seguirá mediante cadastro na portaria, permitindo que o público volte a circular pelo espaço que une turismo, educação, ciência e inclusão na capital sul-mato-grossense.