Notas falsas de reais e dólares são apreendidas em carro que cruzava a fronteira em MS

65
Cédulas de reais e dólares apreendidos com taxista boliviano (Foto: Divulgação)

Flagrante ocorreu no Posto Esdras, em Corumbá; taxista boliviano foi detido

O que parecia apenas mais um carro cruzando a fronteira virou caso de polícia em poucos minutos. Na noite deste sábado (3), uma fiscalização de rotina no Posto Esdras, em Corumbá, terminou na apreensão de milhares de cédulas falsas de reais e dólares escondidas em um táxi que tentava entrar no Brasil vindo da Bolívia.

A ação foi realizada por agentes da Receita Federal, com apoio da Polícia Militar. O flagrante ocorreu por volta das 20h30, quando os fiscais abordaram um taxista boliviano e encontraram o dinheiro falsificado oculto no veículo.

Notas falsas de reais e dólares são apreendidas em carro que cruzava a fronteira em MS
Notas seriam distribuídas em feiras e comércios populares de Corumbá

Segundo informações da Receita, ao ser questionado, o motorista afirmou que as cédulas teriam sido impressas em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e que o destino final seriam feiras e comércios populares de Corumbá. Ainda durante a abordagem, o homem apresentou uma justificativa inusitada: disse que o dinheiro seria utilizado em um ritual tradicional à Pachamama, a “Mãe Terra”, prática cultural que envolve o enterro de oferendas em pedidos de prosperidade.

Apesar da explicação religiosa, a conduta configurou crime, já que a legislação brasileira proíbe a fabricação, o transporte e a circulação de moeda falsa em qualquer circunstância, independentemente da finalidade alegada.

As notas apreendidas, tanto em reais quanto em dólares, foram encaminhadas para perícia técnica. O taxista foi levado à Delegacia da Polícia Federal, que ficará responsável pelo inquérito e pela investigação sobre a origem e o destino do material.

No Brasil, o crime de moeda falsa é considerado grave. A pena prevista varia de três a 12 anos de prisão, além de multa, e se aplica tanto a quem fabrica quanto a quem guarda, transporta ou tenta colocar as cédulas em circulação.