Grupo se reúne na Praça do Rádio Clube em apoio à transição política no país
A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos gerou mobilização entre a comunidade venezuelana em Campo Grande. Moradores do país sul-americano se concentrarão neste domingo (4), às 16h, na Praça do Rádio Clube, região central da cidade, em ato que busca celebrar a transição política e a perspectiva de liberdade para a Venezuela.
Segundo Mirtha Carpo, presidente da Associação Venezuelana em Campo Grande, o objetivo do encontro é demonstrar apoio à mudança de governo e destacar a esperança de que Edmundo Gonzáles Urrutia, exilado na Espanha desde outubro de 2024, assuma o cargo de presidente legítimo do país. Gonzáles concorreu às eleições de 2024 em substituição a María Corina Machado, líder da oposição e vencedora do Nobel da Paz de 2025, impedida de disputar o pleito pela Justiça venezuelana.
O trajeto de Maduro até Nova York foi acompanhado de grande aparato de segurança. Ele passou a noite de sábado (3) em uma prisão federal no Brooklyn após ter sido transportado de helicóptero e navio de guerra, saindo do Mar do Caribe e sendo transferido pela Base Naval de Guantánamo, em Cuba. O líder venezuelano chegou à Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no norte de Nova York, em um avião Boeing 757, sendo escoltado por dezenas de agentes federais até o Centro de Detenção Metropolitano.
A mobilização em Campo Grande foi organizada por grupos de imigrantes venezuelanos, que divulgaram convites nas redes sociais com mensagens como “Está acontecendo” e “Com todos organizados para a transição, chegou a hora da liberdade”. Segundo os organizadores, o ato também busca chamar atenção para a situação vivida pelos cidadãos venezuelanos e apoiar o processo de mudança política.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que analisa os próximos passos em relação à Venezuela, incluindo a possibilidade de condução temporária do país até a transição de poder. Enquanto isso, na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente com aval do Supremo Tribunal e apoio das Forças Armadas, enquanto o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, orientou que a população retomasse suas atividades e confirmou a mobilização do Exército em todo o território.














