MS ocupa 1º lugar em ranking de desemprego de longa duração no Brasil

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Carteira de trabalho (Foto: Funtrab/MS)

Com índice de 5,5%, estado se destaca na reinserção de trabalhadores ao mercado formal, aponta levantamento do CLP

Mato Grosso do Sul aparece no topo de um ranking nacional que mede um problema persistente do mercado de trabalho: o desemprego de longa duração. Dados divulgados pelo Centro de Liderança Pública (CLP) mostram que o estado tem o menor índice do país de pessoas que estão há dois anos ou mais sem trabalho, um sinal de maior capacidade de reinserção no mercado formal.

Segundo a pesquisa Ranking de Competitividade dos Estados, MS registrou taxa de 5,5% de desocupação de longo prazo em 2025, ficando em 1º lugar no ranking brasileiro. Quanto menor o índice, melhor o desempenho, já que o indicador aponta quantas pessoas conseguem sair do desemprego prolongado. O estado ficou à frente do Piauí (7,4%), Pará (9,1%) e Roraima (10%). No outro extremo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte apresentaram os piores resultados, com taxas superiores a 32%.

MS ocupa 1º lugar em ranking de desemprego de longa duração no Brasil

O governador Eduardo Riedel (PSDB) comemorou o resultado e destacou o impacto do desempenho no desenvolvimento econômico. “Quanto menor o índice, melhor: significa mais gente conseguindo voltar ao mercado de trabalho. O resultado mostra que MS tem um mercado mais dinâmico, políticas eficazes de emprego e um ambiente que gera oportunidades reais”, afirmou. Segundo ele, quando um estado concentra muitas pessoas desempregadas por mais de dois anos, o cenário acende um alerta para dificuldades estruturais de reinserção profissional.

Além do bom desempenho no ranking, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) reforçam o cenário positivo. Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, Mato Grosso do Sul gerou 16.368 empregos formais, encerrando novembro com 701.179 postos de trabalho com carteira assinada. Em 2025, o saldo de empregos cresceu 309,13% em relação ao ano anterior, enquanto o estoque total de vínculos formais avançou 2,39%. A taxa de rotatividade ficou em 33,09% nos últimos 12 meses.

No recorte por setores, o comércio e a reparação de veículos automotores e motocicletas lideraram a geração de vagas em novembro, com saldo positivo de 695 postos, seguidos pela construção, que criou 31 empregos. Já indústria e agricultura tiveram os piores desempenhos no mês, ambos com saldo negativo de 614 vagas.

Entre os municípios, Dourados registrou o maior saldo positivo de contratações em novembro de 2025, com 189 vagas, seguido por Inocência (172), Campo Grande (123), São Gabriel do Oeste (101) e Bonito (67). Em sentido oposto, as maiores perdas de empregos ocorreram em Nioaque (361 vagas a menos), Chapadão do Sul (173), Sidrolândia (145), Ribas do Rio Pardo (141) e Naviraí (121).

O ranking do CLP é elaborado com base em dados do IBGE e avalia diferentes indicadores do mercado de trabalho. No caso da desocupação de longo prazo, o levantamento considera a proporção de pessoas que permanecem sem emprego por dois anos ou mais dentro do total de desempregados, indicador usado para medir a eficiência das economias estaduais na geração de oportunidades.