
Medida para “bons condutores” elimina filas, exames presenciais e taxa de renovação; Sudeste concentra a maioria dos beneficiados
Desde que o governo federal implementou, em 9 de janeiro, a renovação automática e gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para os chamados “bons condutores”, milhares de brasileiros deixaram de enfrentar filas e pagar taxas para atualizar o documento. Em apenas uma semana, 323.459 motoristas foram beneficiados, gerando uma economia de R$ 226 milhões, segundo dados do Ministério dos Transportes.
O Sudeste concentra o maior número de beneficiados, com pouco mais de 159,7 mil condutores. Em seguida aparecem o Nordeste (64 mil), Sul (53 mil), Centro-Oeste (26,9 mil) e Norte (18,2 mil). São Paulo lidera o ranking por estado, com 86.770 CNHs renovadas automaticamente, seguido por Minas Gerais (35.771) e Rio de Janeiro (29.343).
A medida contempla apenas motoristas que se enquadram nas regras de “bom condutor”: não ter cometido infrações pontuadas nos últimos 12 meses, ter entre 20 e 50 anos (ou uma renovação única para quem tem entre 50 e 69 anos), ativar o Cadastro Positivo de Condutores e possuir CNH dentro do prazo de validade. Motoristas com 70 anos ou mais, ou com CNH vencida há mais de 30 dias, não têm direito ao benefício.
O procedimento é totalmente digital e feito pelo sistema da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito). Os condutores recebem notificações pelo aplicativo CNH Digital, dispensando exames presenciais, idas ao Detran e pagamento de taxas. A emissão do documento físico continua opcional e sujeita a cobrança, caso o motorista prefira ter a carteira em papel.
Antes da mudança, o processo exigia comparecimento presencial ao Detran, pagamento de taxas estaduais e realização de exames de aptidão física e mental, o que poderia levar mais de dez dias até a entrega da CNH.
A iniciativa integra um pacote de medidas recentes do governo para modernizar o trânsito, que também incluiu o fim da obrigatoriedade de autoescola para obtenção da CNH.



















