MS se destaca no agro e entra no top 5 das exportações de soja e milho

18
Colheita de soja. (Foto: Wenderson Araujo/Trilux)

Produção do estado respondeu por mais de 5% da soja exportada pelo país no ano passado

Mato Grosso do Sul fechou 2025 com presença de peso no comércio exterior do agronegócio. Em um ano marcado por forte demanda internacional, o estado apareceu entre os cinco maiores exportadores de soja e milho do Brasil, ocupando a quinta posição no ranking nacional, segundo dados da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul).

As exportações de soja somaram 5,7 milhões de toneladas ao longo do ano, movimentando cerca de US$ 2,3 bilhões em receita. Já o milho respondeu por 1,8 milhão de toneladas embarcadas, com faturamento aproximado de US$ 369 milhões, consolidando o estado como um dos principais polos do país nesses dois produtos.

A China foi o principal destino da soja produzida em Mato Grosso do Sul, concentrando 85,5% do volume exportado. Paquistão, com 7,5%, e Tailândia, com 7%, completam a lista dos maiores compradores do grão sul-mato-grossense em 2025.

No caso do milho, o Irã liderou as importações, responsável por 41% do total exportado pelo estado. Em seguida aparecem Japão (18%), Egito (15%), Arábia Saudita (11%), Vietnã (8%) e Iraque (3%), indicando uma carteira de destinos mais diversificada.

No cenário nacional, Mato Grosso do Sul respondeu por 5,3% de toda a soja exportada pelo Brasil em 2025. Já o milho representou 4,6% do volume total embarcado pelo país no mesmo período.

Para o economista da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, a ampliação e diversificação dos mercados compradores é um fator estratégico para o setor. Segundo ele, a presença em diferentes destinos reduz riscos comerciais e fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

“A abertura de novos canais comerciais tende a diversificar destinos, reduzir riscos e ampliar a competitividade do produto brasileiro no exterior, trazendo perspectivas positivas para o agronegócio nos próximos anos”, afirma.