Redução equivale a R$ 0,14 por litro e acumula baixa de R$ 0,50 desde dezembro de 2022; impacto nas bombas pode variar por estado
Motoristas poderão perceber um alívio gradual no bolso com a gasolina nos próximos dias. A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) uma redução de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, fazendo o litro cair para R$ 2,57 — uma queda de R$ 0,14 em relação ao valor anterior. A medida, segundo a estatal, é mais um ajuste acumulado desde dezembro de 2022, quando o preço do combustível caiu R$ 0,50 por litro, equivalente a uma redução real de 26,9% já considerando a inflação.
Em nota, a Petrobras destacou que o corte não afeta o diesel neste momento, que desde dezembro de 2022 acumula redução real de 36,3%. A empresa também reforçou que mantém disponíveis em seu site dados detalhados sobre a formação e composição dos preços dos combustíveis, incluindo os fatores que influenciam os valores ao longo de toda a cadeia.
A redução anunciada tende a gerar impacto nos preços finais ao consumidor, mas não de forma automática ou uniforme. Isso porque o valor nas bombas é influenciado por outros fatores, como custos de transporte, margem das distribuidoras, lucro dos postos e carga tributária estadual e federal.
Com a nova tabela, surge a dúvida tradicional para motoristas de veículos flex: abastecer com gasolina ou etanol? A regra prática, conhecida como “regra dos 70%”, orienta que o etanol compensa quando seu preço representa até 70% do valor da gasolina, considerando o menor rendimento energético. Em veículos mais modernos, essa proporção pode subir para 75%.
O engenheiro mecânico Humberto Daher alerta que nem todos os carros se enquadram nessa regra, principalmente os modelos com motores de injeção direta. “O ideal é intercalar ambos os combustíveis e, sempre que possível, testar o desempenho de cada um em condições reais do veículo”, orienta. A variação do teor de etanol anidro, que passou de 22% para 30%, também altera a eficiência energética do combustível e a relação custo-benefício.
Especialistas recomendam que o motorista faça a comparação local de preços e considere o consumo real do próprio veículo para definir a melhor escolha. Aplicativos, computadores de bordo e históricos de abastecimento ajudam a calcular o custo por quilômetro rodado.
A expectativa é que a redução da gasolina torne o combustível mais competitivo em diversas regiões do país, especialmente em estados onde o etanol é mais caro ou sofre influência logística. Nos polos produtores de cana-de-açúcar, porém, o etanol ainda pode continuar sendo a opção mais vantajosa, mesmo com a queda do preço da gasolina.


















