Ação Meu Bairro Limpo percorre a capital com pontos de transbordo e orientação aos moradores sobre materiais que podem acumular água
Manter o quintal limpo pode parecer um gesto simples, mas tem impacto direto na saúde pública. Em Campo Grande, essa lógica orienta o mutirão Meu Bairro Limpo, que segue percorrendo todas as regiões da capital com ações educativas e pontos de descarte de materiais inservíveis para frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, especialmente no período de chuvas, quando aumentam as notificações de arboviroses.
Mais do que recolher resíduos, a iniciativa da prefeitura aposta na informação como ferramenta de prevenção. O objetivo é orientar os moradores sobre quais materiais podem — e quais não podem — ser levados aos pontos de transbordo, garantindo organização do serviço, segurança ambiental e a destinação correta do lixo.
Durante o mutirão, equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV) visitam residências para identificar possíveis focos do mosquito e esclarecer dúvidas sobre o descarte adequado de objetos que acumulam água. “O combate ao mosquito começa dentro de casa. Quando o morador entende quais materiais representam risco e como descartá-los corretamente, ele se torna parte ativa da prevenção”, afirma a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo.
O que pode ser descartado
Nos pontos do Meu Bairro Limpo, a população pode levar materiais de pequeno porte que, quando abandonados de forma inadequada, se tornam criadouros do mosquito. Entre eles estão pneus, garrafas PET e outras embalagens plásticas, vidros, latas de alumínio e aço, embalagens tipo marmita, papel e papelão não contaminados, além de sacolas, filmes plásticos e pequenos objetos domésticos sem volume excessivo.
O que não é aceito
Para manter o funcionamento adequado do mutirão, não são recolhidos materiais volumosos, como móveis, sofás, camas e colchões, nem eletrodomésticos e eletroeletrônicos, a exemplo de geladeiras, fogões, máquinas de lavar, televisores e computadores. Também ficam de fora entulhos de construção civil, restos de poda e resíduos perigosos, como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, tintas e óleo lubrificante, além de pneus de grande porte.
Segundo o gerente de Controle de Endemias Vetoriais, Rubens Bitancourt, respeitar essas regras é fundamental para o sucesso da ação. “O mutirão foi planejado para um tipo específico de resíduo. Quando o morador segue corretamente as orientações, o serviço flui melhor e todo o material recolhido recebe a destinação ambientalmente adequada”, explica.
Ação contínua
O Meu Bairro Limpo é uma ação contínua e preventiva que combina limpeza urbana, educação em saúde e participação da comunidade. A proposta é antecipar-se ao período de maior circulação do mosquito e reduzir os riscos de surtos de arboviroses na capital.
Antes de levar qualquer material ao ponto de descarte, a recomendação é conferir a lista do que é permitido, separar corretamente os resíduos e fazer a sua parte. Pequenas atitudes, segundo a prefeitura, fazem grande diferença na prevenção.











