
Prova de 21 km passa por marcos como Esplanada Ferroviária, Morenão, Lago do Amor e Rua 14 de Julho no dia 12 de abril
Antes mesmo do cronômetro começar a marcar o tempo, os corredores da Meia Maratona Cidade Morena Yeltsin Jacques já terão um desafio diferente pela frente: percorrer, em passos firmes, a própria história de Campo Grande. Marcada para o dia 12 de abril, a prova transforma o asfalto em linha do tempo e faz do esporte um convite para revisitar os principais marcos culturais, urbanos e afetivos da Capital.
A largada e a chegada dos 21 quilômetros serão na Esplanada Ferroviária, espaço que carrega as origens do desenvolvimento campo-grandense. O local integra o antigo Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, inaugurado no início do século XX e decisivo para o crescimento econômico e populacional da cidade. Ao lado da linha de partida, o monumento da Maria Fumaça, com cerca de cinco metros de altura e 20 metros de comprimento, relembra a era em que os trilhos impulsionaram Mato Grosso do Sul.
Logo nos primeiros quilômetros, o trajeto passa pelo Relógio Central, no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Calógeras. Réplica do relógio inaugurado em 1933 na Rua 14 de Julho, o monumento se mantém como símbolo de modernização e ponto tradicional de encontro no Centro da cidade.
A rota segue por espaços que fazem parte do cotidiano da população, como o Lago do Amor, área de lazer bastante frequentada para caminhadas, corridas e convivência, aproximando a prova da rotina de quem vive em Campo Grande. O percurso também inclui o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, inaugurado em 1971 e considerado o maior estádio universitário da América Latina. Além de jogos históricos, o local ficou marcado pelo folclórico “Caso OVNI”, registrado durante uma partida em 1982.
Na entrada do campus da UFMS, os atletas passam pelo Paliteiro, monumento arquitetônico que se tornou um dos símbolos visuais da universidade e da própria Capital. A prova segue ainda pela Praça do Preto Velho, que abriga a estátua em homenagem às tradições culturais e religiosas presentes no imaginário campo-grandense.
O percurso se completa na Rua 14 de Julho, por décadas o principal eixo comercial da cidade. Ligando o Centro à antiga estação ferroviária, a via passou por revitalização e hoje reúne comércio, bares, música e intensa circulação de pessoas, simbolizando as transformações urbanas de Campo Grande.
Além da meia maratona de 21 km, o evento contará com a prova de 5 km, aberta a atletas de diferentes níveis. A corrida homenageia o atleta paralímpico Yeltsin Jacques, bicampeão mundial em provas de meio fundo, e integra o calendário esportivo oficial da Capital. A largada da meia maratona está prevista para 5h30, independentemente das condições climáticas.
A competição terá categorias geral masculina e feminina, classificação por faixa etária — dos 16 aos 29 anos até 70 anos ou mais — e categorias específicas para atletas com deficiência, conforme as normas do Comitê Paralímpico Brasileiro. A comprovação da condição de PcD é obrigatória na retirada do kit.
Os percursos são medidos e homologados pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela Federação de Atletismo de Mato Grosso do Sul (FAMS). As inscrições estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Bolt Realizações, organizadora do evento. O último lote segue disponível até 28 de fevereiro de 2026.



















