Apesar da alta mensal, índice usado para reajuste de aluguéis registra recuo de 0,91% no acumulado anual, terceiro mês consecutivo de retração
O ano de 2026 começa com leve alta no chamado “termômetro do aluguel”: o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,41% em janeiro, depois de ter registrado queda de 0,01% em dezembro de 2025. Apesar da alta mensal, o indicador segue em retração no acumulado de 12 meses, com recuo de 0,91%, terceiro mês consecutivo de queda em janelas anuais.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. O IGP-M é usado como referência para o reajuste de contratos imobiliários, além de servir como indexador para tarifas públicas e alguns serviços essenciais.
O índice é calculado com base em três componentes: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do total; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que corresponde aos 10% restantes. Em janeiro, o IPA subiu 0,34%, impulsionado pelos aumentos do minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%). Já o IPC registrou alta de 0,51%, com impacto maior de cursos de ensino fundamental (3,83%), superior (3,13%) e gasolina (1,02%). O INCC avançou 0,63%, sendo a mão de obra responsável por 1,03% e materiais, equipamentos e serviços por 0,34%.
Embora seja conhecido como “inflação do aluguel”, o IGP-M acumulado negativo não garante reajustes menores nos contratos de locação. Alguns contratos preveem reajuste apenas quando o índice apresenta variação positiva, o que significa que, mesmo com queda anual, os aluguéis podem não sofrer redução.
O levantamento da FGV considerou preços coletados em sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, no período de 21 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026.




















