Equipes do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar estiveram mais cedo no Residencial Athenas, conhecido pelo apelido de Carandiru, em Campo Grande, para uma operação de vistoria e prevenção.
Situado no bairro Mata do Jacinto, o prédio é ocupado de forma irregular há muitos anos e registra histórico de conflitos envolvendo operações policiais e interferência direta de facções organizadas que controlam a região.
A vistoria estrutural foi uma determinação imposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Durante os trabalhos, os moradores foram orientados sobre os riscos estruturais identificados, como ligações clandestinas de energia.
Agora, será elaborado um relatório técnico para ser encaminhado aos órgãos competentes que deverão determinar os próximos passos do processo que trata da ocupação ilegal do imóvel.
Favela vertical
A obra do Residencial Atenas foi paralisada nos anos 90 com três blocos inacabados, sendo um concluído e habitado e dois ocupados. O local é caracterizado pela precariedade, falta de infraestrutura e altos índices de criminalidade.
A área, frequentemente chamada de “favela vertical”, enfrenta décadas de impasse jurídico, com ações de reintegração de posse que foram recentemente suspensas pela Justiça (2025) para análise individual de cada morador.
A construtora busca a retomada da área, avaliada em milhões, enquanto os moradores, apoiados pela Defensoria Pública, enfrentam drama habitacional e tentam evitar despejos sem destino certo.




















