Assistentes de Educação Infantil de Campo Grande lotaram o Plenário da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira, dia 2, durante a primeira sessão ordinária de 2026. Elas reivindicam que a prefeitura melhore as condições salariais da categoria, além de outros avanços para ampliar a valorização profissional. Na sessão, vários vereadores declararam apoio a pauta das profissionais e estão intermediando medidas para que as reivindicações sejam atendidas.
Hoje são cerca de 2,5 mil assistentes educacionais, contratadas por meio de processo seletivo. A remuneração chega a aproximadamente R$ 1,9 mil, mas com os descontos o salário líquido chega a média de R$ 1,5 mil mensais por 40 horas semanais de trabalho. “Viemos na Câmara para reivindicar o aumento salarial do processo seletivo. A gente quer reconhecimento, valorização e respeito”, afirmou Natali Pereira de Oliveira, representante das assistentes.
Elas pedem que a remuneração seja de R$ 2,5 mil mensais, pois estão sem aumento há três anos, além de R$ 300 do vale-alimentação. Outro pedido é para correção da nomenclatura do cargo, para que seja mantida como assistente educacional e não como monitoras de alunos. As profissionais defendem ainda que seja cumprida lei que garante direito de apresentar atestado médico para levar filho ao médico, algo que não é assegurado em todas as unidades.
O vereador Professor Riverton, vice-presidente da Comissão de Educação, reforçou a disposição dos vereadores para que as reivindicações das assistentes educacionais sejam atendidas. “A Comissão já vem acompanhando essas demandas das profissionais e vamos cobrar que a prefeitura atenda, cumpra as leis”, afirmou o vereador, adiantando que reuniões já estão sendo agendadas com Executivo e Secretaria Municipal de Educação. Outros vereadores que não compõem a Comissão já manifestaram interesse em acompanhar a situação e reuniões, a exemplo dos vereadores Landmark, André Salineiro, Marquinhos Trad e vereadora Luiza Ribeiro.
O vereador Epaminondas Neto, o Papy, presidente da Casa de Leis, lembrou que o plenário é a Casa do Povo, um lugar de recepcionar todos, ressaltando que “nunca falta o trabalho e empenho para dar voz ao pleito de cada um”.
Durante a sessão, a vereadora Luiza Ribeiro fez a leitura da pauta entregue aos vereadores pelas assistentes. “Fui à assembleia da categoria, elas apresentaram uma pauta de reivindicação estruturada e vieram na nossa sessão apresentar essa pauta, composta de seis itens”, disse. Além da nomenclatura do cargo, reajuste salarial, vale-alimentação, abono de falta para acompanhar familiares, elas cobram a limitação de alunos dentro das salas de aula. “Não adianta zerar fila de espera sufocando várias crianças em salas minúsculas”, pontuou a vereadora. Há ainda pauta relacionada a plano de saúde do Servimed, para que as profissionais temporárias possam obter o benefício.




















