
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) Indígena vem consolidando Dourados como referência em fortalecimento da agricultura familiar e promoção da segurança alimentar. Desde o início da execução, no final do ano passado, a Prefeitura de Dourados já ultrapassou a marca de 52,9 toneladas de alimentos frescos entregues, representando um investimento projetado de aproximadamente R$ 466.107,00 diretamente nas aldeias do município.
Desse total, o programa já efetuou o pagamento de R$ 346.746,80 referentes às primeiras 39 toneladas processadas, demonstrando a efetividade do modelo adotado. O PAA Indígena é gerenciado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais (Seaf), com execução em parceria com a Agraer e a Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Agricultura Familiar (Semaf).
Essa articulação institucional garante assistência técnica, organização logística e acesso ao mercado para os produtores indígenas, fortalecendo a autonomia econômica nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Para 2026, o PAA Indígena em Dourados já conta com planejamento robusto. O valor global destinado ao município é de R$ 1.276.800,00, beneficiando diretamente 224 produtores cadastrados, cada um com cota individual de R$ 5.700,00.
Com base na evolução das entregas e no volume de recursos, a expectativa é alcançar aproximadamente 150 toneladas de alimentos distribuídos ao longo deste ano. O impacto será duplo: geração de renda nas comunidades produtoras e ampliação da segurança alimentar para famílias em situação de vulnerabilidade.
O prefeito Marçal Filho destacou que o programa vai além da política pública de compra institucional. “O PAA Indígena representa dignidade, geração de renda e valorização da nossa agricultura familiar indígena. Estamos falando de dinheiro circulando dentro das aldeias, fortalecendo famílias produtoras e garantindo alimento de qualidade para quem mais precisa. Esse é um programa que une desenvolvimento econômico e justiça social”, afirmou.

Secretário de Agricultura, Bruno Pontin, com o prefeito Marçal Filho durante entrega de alimentos
O secretário municipal de Agricultura Familiar, Bruno Pontin, ressalta que um dos diferenciais do programa é a diversidade produtiva. Atualmente, o PAA Indígena trabalha com 32 itens diferentes, com previsão de ampliação até o fim do ciclo. “Estamos seguindo a determinação do prefeito Marçal Filho de oferecer condições para que as famílias indígenas continuem produzindo nas terras da reserva e para tanto colocamos nossos maquinários para preparar o solo e também oferecemos assistência técnica aos produtores”, ressalta Bruno.
Entre os produtos produzidos pelos produtores indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó e entregues nas próprias comunidades estão hortaliças e legumes como mandioca, batata-doce, quiabo e abóboras (Menina, Paulista e Moranga); frutas como banana da terra, prata, maçã e nanica, além de limão rosa e taiti, abacaxi pérola, abacate, mamão formosa e mangas; e ainda grãos e itens processados, como milho verde e pães enriquecidos.
“O programa se destaca pela eficiência logística e pela organização técnica. Conseguimos estruturar uma rede que garante entrega rápida, diversidade de alimentos e valorização da produção local. Além de gerar renda, o PAA melhora a qualidade nutricional das famílias e fortalece a economia interna das aldeias”, explica Bruno Pontin.
Segundo ele, a diretriz do Governo Federal prioriza a biodiversidade regional e a promoção de hábitos alimentares saudáveis, diretrizes plenamente atendidas pelo modelo adotado em Dourados.

Produtor da aldeia Jaguapiru durante entrega dos alimentos ao PAA
IMPACTO NAS COMUNIDADES
A logística do programa garante que os alimentos cheguem diretamente a pontos estratégicos da comunidade. Na área da Educação, as entregas contemplam escolas municipais indígenas como Agustinho, Araporã, Lacuí Roque Isnard, Tenguatui Marangatu, Ramão Martins, Francisco Meireles e Pai Chiquito Pedro. Já na assistência social, o atendimento ocorre por meio do Cras Indígena Bororó.
A articulação entre Semaf, Agraer, diretores escolares e coordenadores do Cras assegura que os alimentos sejam distribuídos de forma organizada e justa. O diretor da Escola Ramão Martins, na aldeia Jaguapiru, Maximino Rodrigues, destacou a relevância da iniciativa. “As entregas realizadas ajudam muito nossa comunidade, que necessita dessas ofertas. Quando há sobra, utilizamos para complementar a merenda escolar, o que fortalece ainda mais a alimentação das crianças”, afirmou.
Na aldeia Bororó, o diretor da Escola Lacuí Roque Isnard, Elias Moreira, também ressaltou o impacto positivo. “A distribuição direta nas escolas foi fundamental para alcançar as famílias que mais precisam. É na escola que identificamos as situações de maior vulnerabilidade, e o programa veio ao encontro dessa necessidade. Teve impacto direto nas famílias e esperamos que continue”, declarou.
Com números expressivos, metas ousadas e impacto comprovado, o PAA Indígena consolida-se como uma das mais importantes ferramentas de desenvolvimento social, econômico e nutricional em Dourados.



















