Bombeiros alertam que ingestão de álcool por crianças é uma situação grave: veja dicas e cuidados!

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Foto ilustrativa

Você sabe como proceder quando estiver em uma situação na qual uma criança consome doses de bebidas alcoólicas? O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul divulgou uma orientação nesse sentido, ante ao perigo que tradicionalmente existe nos eventos do Carnaval. A festa popular é conhecida por proporcionar momentos de descontração, entusiasmo e diversão, e também pelo uso exagerado de alcoól e drogas pelos foliões.

Por conta disso, ter medidas de prevenção e saber os procedimentos corretos para casos de emergência são fundamentais tanto para os pais e responsáveis pelos menores de idade quanto para organizadores de eventos e a sociedade em geral que, orientada da maneira correta, pode salvar uma vida.

Conforme os bombeiros, a ingestão de álcool por crianças é considerada uma situação grave e requer atendimento médico imediato. Diferentemente dos adultos, as crianças metabolizam o álcool de forma distinta, o que faz com que pequenas quantidades possam provocar intoxicação significativa.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a maioria dos casos de intoxicação infantil ocorre devido ao acesso facilitado a substâncias que estavam ao alcance, como bebidas alcoólicas, medicamentos, produtos de limpeza e venenos. Numa situação como essa, a primeira providência é procurar atendimento de urgência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), hospital ou acionar os Bombeiros pelo 193.

Principais riscos e efeitos

Ainda conforme os especialistas, os principais riscos quando ocorre o consumo de alcoól por menores de idade são a depressão do sistema nervoso central, hipoglicemia (queda do açúcar no sangue), convulsões, perda súbita de consciência, parada respiratória e, em casos extremos, morte.

  • Intoxicação Aguda e Emergências: Náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, sonolência intensa, hipotermia (queda da temperatura corporal) e respiração irregular.
  • Hipoglicemia Severa: Queda drástica do açúcar no sangue, que em crianças pode levar a convulsões, coma e morte.
  • Danos Cerebrais e no Desenvolvimento: Prejuízo na memória, aprendizado, habilidades cognitivas e tomada de decisão, afetando o desenvolvimento do cérebro em crescimento.
  • Danos a Órgãos: Risco de danos ao fígado, cérebro e coração, podendo causar sequelas permanentes, como cegueira ou alterações neurológicas.
  • Dependência Precoce: O uso antes da fase adulta aumenta significativamente a predisposição para desenvolver alcoolismo e vício em outras drogas.
  • Impacto no Comportamento: Alterações de humor, risco de mortes violentas e queda no desempenho escolar

Como prevenir acidentes em casa

A dica do Corpo de Bombeiros é para não banalizar o uso nos eventos carnavalescos ou festas de família, não oferecer bebidas a menores e, principalmente, manter o álcool fora do alcance das crianças.

  • Manter bebidas alcoólicas em locais altos e trancados, fora do alcance de crianças;
  • Não deixar garrafas abertas ou copos com bebida acessíveis;
  • Redobrar a atenção com bebidas doces ou coloridas, que podem atrair crianças;
  • Nunca armazenar bebidas em recipientes que possam ser confundidos com sucos ou refrigerantes.

Penalidade para quem oferece alcoól para menores de idade

No Brasil, oferecer, vender ou fornecer bebidas alcoólicas a menores de 18 anos é crime, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação é rigorosa quanto a essa prática. O Artigo 243 do ECA tipifica essa conduta como crime, com pena de detenção de dois a quatro anos e multa, se o fato não constitui crime mais grave.

A lei criminaliza não apenas a venda, mas também o ato de fornecer, servir, ministrar ou entregar de qualquer forma a crianças ou adolescentes. Portanto, qualquer pessoa, seja um estabelecimento comercial (como bares, supermercados e restaurantes) ou um indivíduo comum (como amigos ou familiares), que disponibilize álcool a menores de idade está cometendo um ato ilícito sujeito a sanções penais.

Para denúncias, é possível entrar em contato com a polícia militar (190), o Disque 100 (Direitos Humanos) ou o Conselho Tutelar local.