Durante período de Carnaval, SES distribui mais de 1,3 milhão de preservativos em MS

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(Foto: Reprodução/Ministério da Saúde)

Testes rápidos e métodos preventivos são ampliados para reduzir riscos durante as festas

Entre serpentinas, glitter e multidões nas ruas, a prevenção também ganha espaço no Carnaval de Mato Grosso do Sul. Para reduzir o risco de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o período de festas, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) reforçou a distribuição de preservativos e ampliou a oferta de testes rápidos em todo o estado.

Ao todo, foram distribuídos 1.379.200 preservativos externos — sendo 738.400 unidades Sensi e 640.800 Tex —, além de 123.299 preservativos internos e 97.100 unidades de gel lubrificante. A ação é coordenada pela gerência de IST/Aids e Hepatites Virais e tem como objetivo facilitar o acesso aos métodos de proteção e fortalecer a rede de cuidado nos municípios.

A estratégia inclui ainda o reforço na testagem rápida. A SES enviou 14.325 testes rápidos de HIV (T1), 1.375 testes confirmatórios (T2), 15.200 testes de sífilis, 10.475 testes de hepatite B, 12.300 testes de hepatite C e 1.100 autotestes de HIV. A medida amplia a capacidade de diagnóstico precoce justamente em um período de maior circulação de pessoas e aumento das interações sociais.

Segundo a gerente de IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Larissa Martins, o Carnaval é uma oportunidade para ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde. “O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção das ISTs e deve estar presente em todas as relações sexuais. Quando garantimos a distribuição adequada e fortalecemos a testagem, ampliamos a autonomia das pessoas para que vivenciem esse período com responsabilidade e segurança”, afirma.

Além dos preservativos e da testagem, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece estratégias complementares de prevenção ao HIV. A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade e reduz significativamente o risco de infecção. Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida.

A SES reforça que a PEP está disponível gratuitamente na rede pública e pode ser acessada por qualquer pessoa que tenha passado por situação de exposição. A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, realização de testes e início do tratamento, se indicado.

De acordo com a secretaria, a ampliação do acesso a insumos, informação qualificada e diagnóstico faz parte de uma estratégia permanente para reduzir a transmissão das ISTs e fortalecer o cuidado integral à população — no Carnaval e ao longo de todo o ano.